B20
1.e4 c5
A Defesa Siciliana (1.e4 c5) é a resposta mais jogada contra 1.e4 e a que menos se parece com uma defesa: em vez de copiar o lance branco no centro, as pretas trocam um peão de flanco por um peão central e ficam com a coluna c aberta para a torre. Depois de 1.e4 c5 a posição mede +0,30 para as brancas — menos do que a maioria das aberturas fechadas concede — e as sete famílias principais ficam entre +0,25 e +0,71, medidas aqui com Stockfish 19.
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C00
1.e4 e6 2.d4 d5
A Defesa Francesa (1.e4 e6 2.d4 d5) ataca o centro branco no segundo lance e aceita, no mesmo movimento, o problema que a acompanha a partida inteira: o bispo de c8 fica atrás da própria corrente de peões. A posição mede +0,46, o número mais alto entre as defesas contra 1.e4 medidas nesta onda, e a escolha do terceiro lance branco muda muito — a Variante Winawer e a Clássica medem +0,62, enquanto a Tarrasch fica em +0,19.
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B10
1.e4 c6 2.d4 d5
A Caro-Kann (1.e4 c6 2.d4 d5) resolve, com um lance de peão modesto, o problema que a Defesa Francesa deixa em aberto: as pretas disputam o centro com ...d5 e ainda assim mantêm a diagonal do bispo de c8 livre. O preço é tempo — ...c6 não desenvolve peça nenhuma —, e a posição depois de 2...d5 mede +0,31 para as brancas. A escolha do terceiro lance branco importa mais do que a fama sugere: o Ataque Panov mede +0,18 e a Variante Clássica, +0,42.
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B01
1.e4 d5
A Defesa Escandinava troca o peão central no primeiro lance e resolve, de uma vez, o problema de quem joga contra 1.e4 e não quer decorar dez sistemas: depois de 1...d5 há uma só estrutura para aprender. O preço aparece na medição: a posição mede +0,64, e a versão mais popular, com 3...Da5, chega a +0,78. A dama sai cedo, é atacada com ganho de tempo e as brancas desenvolvem de graça. O que a defesa entrega em troca é previsibilidade — e uma linha que a engine aprova: o Contragambito Islandês, com 3.c4 c6, mede −0,62 a favor das pretas.
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B07
1.e4 d6 2.d4 Nf6 3.Nc3 g6
A Defesa Pirc deixa as brancas montarem o centro inteiro com e4 e d4 e só depois vai atacá-lo, com o bispo em g7 e as rupturas ...e5 e ...c5. É uma defesa de contra-ataque, e a medição mostra o custo de ceder o centro: depois de 3...g6 a posição mede +0,73, o mesmo patamar da Alekhine e da Moderna. O dado mais útil do verbete é outro. O Ataque Austríaco, com 4.f4, que tem fama de refutação, mede +0,60, menos que a posição de origem; as duas linhas brancas de menor avaliação são as mais modestas, o Ataque 150 (+0,30) e o fianqueto (+0,28).
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B02
1.e4 Nf6
A Defesa Alekhine oferece o cavalo como alvo no primeiro lance: 1...Cf6 convida o peão branco a avançar, e a ideia é que cada peão empurrado vire um alvo depois. A medição dá razão às duas partes. A posição depois de 1...Cf6 mede +0,73, e a linha em que as brancas mais avançam, o Ataque dos Quatro Peões, chega a +0,94. Mas a Variante Moderna com ...Bg4 mede +1,09, a maior do verbete, e as tentativas de expulsar o cavalo sem plano são as que menos rendem: a Variante Chase, com c4 e c5, mede +0,14.
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C50
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Bc4 Bc5
A Abertura Italiana (1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Bc4) é a mais antiga do repertório moderno e continua sendo a primeira que quase todo jogador aprende: o bispo mira f7, a casa que o rei preto ainda defende sozinho. A posição depois de 3...Bc5 mede +0,24 para as brancas, e o que mudou nos últimos vinte anos não foi a avaliação e sim a velocidade — o d4 imediato do Giuoco Piano zera a conta, enquanto o lento 4.d3 mantém +0,16.
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C60
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Bb5
A Espanhola (1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Bb5) é a abertura que mais aparece em partidas de alto nível há século e meio, e a razão é estrutural: o bispo de b5 ataca o defensor do peão de e5 em vez do peão. A posição mede +0,22 depois de 3.Bb5, e a diferença entre as respostas pretas é grande para uma abertura tão estudada — a Berlinesa mede +0,20 e a Defesa Steinitz, +0,70.
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C30
1.e4 e5 2.f4
O Gambito do Rei entrega um peão no segundo lance para abrir a coluna f e montar o centro com d4. Foi a abertura do século XIX, e a medição explica por que deixou de ser: a posição depois de 2.f4 mede −0,55, e nenhuma das linhas aceitas melhora isso — o Kieseritzky mede −0,64 e a Defesa Fischer, −0,80. O gambito não perde por força: perde porque a defesa correta é conhecida. Onde ele ainda funciona é no lado oposto do tabuleiro, contra quem o recusa: 2...Bc5 mede +0,38 e o Contragambito Falkbeer, +0,68. O peão de f4 continua sendo uma boa aposta prática, e uma má aposta objetiva.
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C45
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.d4 exd4 4.Nxd4
A Abertura Escocesa abre o centro no terceiro lance e resolve, de uma vez, o problema de quem joga 1.e4 e não quer estudar a Ruy Lopez: depois de 3.d4 exd4 4.Cxd4 não há Berlinesa, não há Marshall e não há vinte lances de teoria fechada. A posição mede +0,11 — menos do que a Espanhola, e o número é honesto sobre a troca. Kasparov a usou em matches de campeonato mundial exatamente por isso: contra um adversário preparado, uma abertura de teoria média em que ele conhecia as posições valia mais do que uma linha principal em que os dois conheciam.
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C42
1.e4 e5 2.Nf3 Nf6
A Defesa Petroff responde ao ataque com ataque: em vez de defender e5, as pretas atacam e4. A posição depois de 2...Cf6 mede +0,41, e o número engana — ele reflete a tabiya antes de qualquer troca. Assim que a linha principal se desenvolve, com 5.d4 d5 e simetria completa, a avaliação cai para exatamente 0,00. É por isso que a Petroff tem fama de defesa de empate no alto nível e por isso Kramnik e Caruana a usaram para neutralizar 1.e4 em partidas que não podiam perder. O que este verbete acrescenta é o que acontece quando a simetria é quebrada errado — e isso custa a dama no quarto lance.
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D02
1.d4 d5 2.Bf4 Nf6 3.e3 c5 4.c3
O Sistema Londres (1.d4 d5 2.Bf4 Cf6 3.e3 c5 4.c3) é o esquema branco mais popular do xadrez amador desta década, e a razão é honesta: ele se joga quase igual contra tudo, e isso economiza dezenas de horas de teoria. O que ele não faz é dar vantagem. A posição depois de 4.c3 mede exatamente 0,00, e a versão mais agressiva, o Jobava, mede −0,04 — as pretas já estão marginalmente melhores.
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D30
1.d4 d5 2.c4 e6 3.Nc3 Nf6
O Gambito da Dama Recusado (1.d4 d5 2.c4 e6 3.Cc3 Cf6) é a defesa clássica contra 1.d4 e a mais resistente das medidas nesta página: a posição mede +0,22, e nenhuma das sete variantes principais passa de +0,32. As pretas fecham a diagonal do próprio bispo de c8 de propósito, em troca de um centro que não cede — e a partida inteira gira em torno de quando, e se, esse bispo consegue sair.
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D20
1.d4 d5 2.c4 dxc4
O Gambito da Dama Aceito responde à oferta de c4 capturando, e a pergunta seguinte é a única que importa: as pretas vão tentar segurar o peão? A resposta correta é não. A posição depois de 2...dxc4 mede +0,32, e a linha clássica, em que as pretas devolvem o peão e rompem com ...c5, cai para +0,22 — a menor avaliação entre as respostas principais a 1.d4 medidas neste catálogo. Segurar o peão custa caro e rápido: a tentativa de ganhar mais um com ...Dxd4 mede +7,48, e o peão de c4 nunca foi um peão ganho, foi um tempo emprestado.
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D10
1.d4 d5 2.c4 c6
A Defesa Eslava (1.d4 d5 2.c4 c6) resolve com um lance o problema que o Gambito da Dama Recusado deixa aberto: sustenta o peão de d5 com o peão de c e mantém livre a diagonal c8-h3, de modo que o bispo de casas claras sai de casa antes que ...e6 o tranque. A posição depois de 2...c6 mede +0,28, e a linha principal — 4...dxc4 5.a4 Bf5 — fica em +0,29 depois de dez lances: as pretas devolvem o peão, ficam com o bispo bom fora da cadeia e não concederam nada estrutural. É a defesa com que Kramnik, Anand e Ding seguraram partidas de match, e continua sendo o padrão-ouro de solidez contra 1.d4.
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E00
1.d4 Nf6 2.c4 e6 3.g3 d5 4.Bg2
A Abertura Catalã junta duas coisas que normalmente não convivem: o centro de peões do Gambito da Dama e o bispo fianquetado da Índia do Rei. O bispo de g2 mira d5 através de toda a diagonal, e a pergunta que define a abertura é o que as pretas fazem com o peão de c4 — se o capturam e devolvem, se o capturam e tentam segurá-lo, ou se o ignoram. A posição depois de 4.Bg2 mede +0,15, e a Catalã Fechada, em que as pretas simplesmente desenvolvem, é a que mais concede: +0,32. Kramnik a usou como arma principal de match, e Carlsen a mantém no repertório pela mesma razão — as posições são difíceis de jogar mal de um lado só.
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E60
1.d4 Nf6 2.c4 g6 3.Nc3 Bg7 4.e4 d6
A Índia do Rei (1.d4 Cf6 2.c4 g6 3.Cc3 Bg7 4.e4 d6) é a defesa em que as pretas entregam o centro de propósito e apostam em derrubá-lo depois, quase sempre com ...e5 e um ataque ao rei branco. É também a que mais concede em avaliação entre as grandes defesas contra 1.d4: a posição mede +0,50 depois de 4...d6, e o Ataque Sämisch chega a +0,81 — mais do que qualquer linha das outras nove aberturas desta onda.
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D80
1.d4 Nf6 2.c4 g6 3.Nc3 d5
A Defesa Grünfeld deixa as brancas montarem o centro de peões dos sonhos — e4 e d4 lado a lado — para depois atirar nele de longe. A posição depois de 3...d5 mede +0,35, uma das mais altas entre as defesas principais, e o número diz a verdade sobre o pacto: as pretas aceitam ficar pior por alguns lances em troca de um alvo grande e fixo. Onde o pacto se paga é na Variante das Trocas: a versão moderna, com 7.Cf3, cai para +0,12 depois de treze lances. Foi com ela que Fischer segurou Spassky em 1972 e que Svidler fez carreira.
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E20
1.d4 Nf6 2.c4 e6 3.Nc3 Bb4
A Defesa Nimzoíndia crava o cavalo de c3 no terceiro lance e, com isso, tira das brancas o avanço e4 antes que ele exista. A posição depois de 3...Bb4 mede +0,22, e o dado interessante do verbete está nas respostas: a Variante Capablanca com 4.Dc2 cai para +0,06, a Sämisch com 4.a3 para +0,03, e a Leningrado com 4.Bg5, medida na linha principal, chega a −0,22 — as pretas melhor. É a defesa que Nimzowitsch construiu para provar que controlar uma casa vale mais do que ocupá-la, e a engine concorda: nenhuma das quatro respostas mais jogadas devolve às brancas a vantagem de sair jogando.
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A80
1.d4 f5
A Defesa Holandesa responde a 1.d4 com 1...f5 e disputa a casa e4 com um peão de flanco, à custa de enfraquecer a diagonal do próprio rei. A medição separa a fama da defesa da fama dos antídotos. A posição depois de 1...f5 mede +0,53. Os três gambitos anti-holandeses mais conhecidos — o Staunton, o Korchnoi e o Krejcik — medem entre −0,09 e +0,04: nenhum deles rende. O que mais cobra das pretas é o jogo tranquilo com fianqueto, que chega a +0,89 contra a Holandesa Clássica.
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A60
1.d4 Nf6 2.c4 c5 3.d5 e6 4.Nc3 exd5 5.cxd5 d6
A Defesa Benoni Moderna troca um peão central por uma estrutura desequilibrada: as pretas ficam com maioria na ala da dama e um peão a menos no centro, e apostam que ...b5 chega antes de o centro branco avançar. A posição depois de 5...d6 mede +0,73 — alta, e honesta sobre o risco. Tal e Fischer a usaram porque a posição preta é difícil de jogar para os dois lados, não porque ela seja objetivamente boa. O achado deste verbete é que a versão mais agressiva das brancas não é a que mais mede: o Ataque Taimanov com 8.Bb5+ chega a +0,96, enquanto o esquema moderno com f4 e Be2 cai para −0,05.
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A10
1.c4
A Abertura Inglesa começa no flanco, controla d5 antes de ocupar o centro e transpõe para praticamente qualquer abertura fechada conforme a resposta preta. A posição depois de 1.c4 mede +0,15 — menos do que 1.e4 ou 1.d4 entregam, e o número é o retrato exato do que a abertura oferece: não vantagem, mas escolha. Botvinnik, Kasparov e Carlsen a usaram como arma principal em momentos diferentes da carreira, sempre pela mesma razão. O adversário precisa decidir a estrutura primeiro, e a Inglesa responde depois.
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A04
1.Nf3 d5 2.c4
A Abertura Réti ataca o centro preto sem ocupá-lo: 1.Cf3 d5 2.c4 mira o peão de d5 a partir do flanco e deixa que as pretas decidam o que fazer com ele. O número surpreende quem espera vantagem de saída: a posição depois de 2.c4 mede −0,06. Isso não é um defeito da abertura — é o preço do hipermodernismo, que troca espaço imediato por flexibilidade. Richard Réti venceu Capablanca com ela em Nova York, em 1924, na primeira derrota do cubano em oito anos, e o que ganhou a partida foi exatamente essa flexibilidade: o esquema branco transpõe para Inglesa, Catalã ou Eslava conforme o adversário se comprometa.
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A02
1.f4
A Abertura Bird começa com 1.f4, controla e5 pelo flanco e leva a posições que lembram uma Defesa Holandesa com um tempo a mais. A medição mostra o custo desse tempo: a posição depois de 1.f4 mede −0,18, e as brancas abrem mão da vantagem do primeiro lance. O dado prático mais importante é o Contragambito From, com 1...e5, que é a resposta mais temida e mede +0,37 para as brancas depois de 4.Cf3 — desde que elas não joguem 4.Cc3, que perde para mate em três lances.
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B06
1.e4 g6 2.d4 Bg7 3.Nc3 d6
A Defesa Moderna põe o bispo em g7 antes de qualquer outra coisa e adia a decisão sobre o cavalo de g8, o peão de c e o de e. É a defesa mais flexível contra 1.e4, e a flexibilidade tem preço medido: depois de 3...d6 a posição mede +0,69, praticamente o mesmo que a Pirc. O que o verbete mostra é onde esse número se move. O avanço imediato 4.f4 Cf6 5.e5, que parece esmagar, mede 0,00 depois de 5...Cfd7 6.Cf3 c5; o Pterodáctilo, com ...c5 e ...Da5, chega a +1,26; e o Monkey's Bum, o gambito branco de fama, mede −1,25.
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B23
1.e4 c5 2.Nc3 Nc6 3.g3
A Siciliana Fechada recusa a troca em d4 e monta um esquema fixo: Cc3, g3, Bg2, d3 e, quando o plano pede, f4 e Cf3. A posição depois de 3.g3 mede +0,01 — nenhuma vantagem, e o número é o ponto. A abertura existe para eliminar as vinte mil linhas da Siciliana Aberta de uma vez, e o preço é jogar uma posição equilibrada em que ninguém tem teoria decorada. Spassky a levou a matches de campeonato mundial. Este verbete mede as respostas pretas e mostra onde o esquema realmente paga: contra ...e6 e ...Cd4, que é a linha em que as pretas se comprometem cedo, a avaliação sobe para +0,47.
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B22
1.e4 c5 2.c3
A Variante Alapin (1.e4 c5 2.c3) é a anti-siciliana mais jogada e a mais honesta sobre o que oferece: em vez de disputar a teoria da Siciliana Aberta, as brancas preparam d4 com apoio de peão e aceitam uma vantagem menor. Bem menor — a posição mede +0,11, contra +0,30 da Siciliana na posição inicial. O que ela entrega, e isso a avaliação não mostra, é um repertório inteiro que cabe em uma tarde de estudo.
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C25
1.e4 e5 2.Nc3
A Abertura Vienense troca o cavalo de rei pelo de dama no segundo lance: 2.Cc3 guarda e4, prepara f4 e mantém aberta a escolha entre um gambito e um fianqueto tranquilo. A medição mostra uma abertura de equilíbrio. A posição depois de 2.Cc3 mede +0,12, metade dos +0,23 de 2.Cf3, e o Gambito Vienense, que é a razão de jogá-la, mede −0,21 depois de 3...d5. Os dois gambitos com ...Cc6, o Hamppe-Allgaier e o Pierce, medem −1,53 e −1,40. A Vienense compra posições pouco estudadas e paga por elas em vantagem.
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C47
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Nc3 Nf6
A Abertura dos Quatro Cavalos desenvolve as quatro peças menores de cavalo antes de qualquer decisão, e por isso passou um século com fama de abertura de empate. A posição depois de 3...Cf6 mede +0,14, e a linha principal, a Espanhola dos Quatro Cavalos, mede +0,19 — pouco, mas real. O que este verbete acrescenta é a medição das versões agressivas que circulam como atalho: o Gambito Halloween, que sacrifica um cavalo no quarto lance, mede −1,06, e o Gambito de Belgrado mede −0,49. As duas são divertidas e as duas estão perdendo, o que é uma informação mais útil do que a reputação de qualquer uma delas.
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C41
1.e4 e5 2.Nf3 d6
A Defesa Philidor defende e5 com o peão de d em vez do cavalo: 2...d6 é sólido, fecha a diagonal do bispo de f8 e aceita um jogo passivo em troca de uma estrutura difícil de quebrar. O preço medido é alto para uma defesa de 1.e4 e5: a posição depois de 2...d6 mede +0,72, quatro vezes os +0,18 de 2...Cc6. A linha que sustenta a defesa, a Hanham, mede +0,51 e é a de menor avaliação branca; as tentativas de jogar ativo cobram mais, e o Contragambito Philidor, com 3...f5, mede +1,56.
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D43
1.d4 d5 2.c4 c6 3.Nf3 Nf6 4.Nc3 e6
A Defesa Semi-Eslava monta o triângulo de peões c6-d5-e6 e aceita, de propósito, trancar o bispo de c8 — o mesmo bispo que a Eslava existe para libertar. A troca é conhecida e o número a confirma: a posição depois de 4...e6 mede +0,28, e a Merano, que é a linha em que as pretas cobram a conta com ...dxc4 e ...b5, cai para +0,18. É a defesa das partidas mais longas e mais teóricas do xadrez moderno, e também a que produziu a Variante Botvinnik, em que as brancas entregam uma peça no nono lance e a avaliação sobe para +0,77 — a linha mais afiada que ainda se joga no alto nível.
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D32
1.d4 d5 2.c4 e6 3.Nc3 c5
A Defesa Tarrasch aceita um peão isolado no terceiro lance em troca de peças ativas e de uma posição que se joga sozinha. A avaliação depois de 3...c5 é +0,29, e a linha principal, com 9.Bg5, sobe para +0,42 — o isolado cobra. A versão que a engine prefere para as pretas é a Rubinstein, em que a troca em c5 chega antes da cravada e a posição cai para +0,13. Siegbert Tarrasch a defendeu a vida inteira contra a opinião do seu tempo, e Kasparov a usou em campeonato mundial. O que este verbete mede é onde o isolado deixa de ser dinâmico e vira apenas fraco.
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E12
1.d4 Nf6 2.c4 e6 3.Nf3 b6
A Defesa Índia da Dama nasce da mesma ordem de lances que gera a Bogo-Índia: quando as brancas jogam 3.Cf3 em vez de 3.Cc3, a Nimzoíndia some, e ...b6 é a resposta que disputa e4 com uma peça em vez de com uma cravada. A posição depois de 3...b6 mede +0,35, e o dado do verbete é que as duas linhas mais ambiciosas das brancas — a Petrosian com 4.a3 e o esquema com 4.Cc3 e Bg5 — medem +0,01 e 0,00. É a defesa com que Karpov segurou dezenas de partidas de match, e a medição explica por quê: não existe plano branco que a pressione sem custo.
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E11
1.d4 Nf6 2.c4 e6 3.Nf3 Bb4+
A Defesa Bogo-Índia nasce de uma ordem de lances: quando as brancas jogam 3.Cf3 em vez de 3.Cc3, a Nimzoíndia deixa de existir, e ...Bb4+ é o xeque que mantém a mesma ideia — cravar, provocar e trocar no momento em que a troca custe algo. A posição depois de 3...Bb4+ mede +0,30, um pouco mais do que a Nimzoíndia, e a razão é honesta: o bispo em b4 não crava nada, porque não há cavalo em c3. O que ele faz é obrigar as brancas a gastar Bd2 ou Cbd2, e é nesse tempo que a defesa vive. Efim Bogoljubov a levou a dois matches de campeonato mundial, e ela continua no repertório de quem quer uma defesa sólida com metade da teoria da Nimzoíndia.
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A57
1.d4 Nf6 2.c4 c5 3.d5 b5
O Gambito Benko entrega um peão na ala da dama no terceiro lance e não pede nada de volta a curto prazo: nem ataque, nem iniciativa imediata. Pede duas colunas abertas, a e b, e um bispo em g7 apontando para a diagonal longa — uma compensação que só se cobra no final. A posição depois de 3...b5 mede +0,70, e a linha principal aceita, depois de catorze lances, ainda mede +0,72. A engine não vê a compensação; o placar prático de décadas vê. Este verbete publica os dois lados do argumento, e o achado é que a recusa com 4.Dc2, que parece prudente, mede −0,41.
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A51
1.d4 Nf6 2.c4 e5
O Gambito de Budapeste oferece um peão central no segundo lance para recuperá-lo com atividade. A posição depois de 2...e5 mede +0,81, uma das mais altas deste catálogo, e o número deve ser lido com cuidado: ele mede a posição antes de as pretas recuperarem o material. Uma vez recuperado, as linhas principais caem para +0,29 e +0,40 — vantagem branca comum, não refutação. O que este verbete mede com clareza é a diferença entre as duas versões do gambito: a principal, com 3...Cg4, é jogável; a Fajarowicz, com 3...Ce4, mede +3,16 e não sobrevive a jogo preciso.
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A45
1.d4 Nf6 2.Bg5
O Ataque Trompowsky sai da teoria no segundo lance: em vez de c4, as brancas jogam 2.Bg5 e oferecem trocar o bispo pelo cavalo de f6 antes que qualquer estrutura exista. A posição mede −0,02 — ou seja, o lance não dá vantagem nenhuma. O que ele dá é outra coisa, e é por isso que Julian Hodgson e Magnus Carlsen o usaram contra adversários preparados: nenhuma linha decorada de Nimzoíndia, Grünfeld ou Índia do Rei serve depois de 2.Bg5, e o jogo começa a valer no lance 3. Este verbete mede as seis respostas pretas mais jogadas, e a conclusão é que quase todas equalizam — desde que a troca em f6 seja aceita sem drama.
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D05
1.d4 d5 2.Nf3 Nf6 3.e3 e6 4.Bd3
O Sistema Colle monta sempre a mesma posição — d4, Cf3, e3, Bd3, Cbd2, c3 — e guarda um único plano: romper com e4 no centro depois de ter o esquema pronto. A posição depois de 4.Bd3 mede +0,13, e a versão mais jogada, o Colle-Koltanowski com 5.c3, cai para −0,02 na linha principal com a ruptura executada. O número não é uma condenação: o Colle não foi feito para dar vantagem, foi feito para ser jogado sem estudar. O que este verbete acrescenta é onde exatamente ele para de funcionar — e a resposta é simples e mensurável: quando o bispo preto de c8 sai antes de ...e6.
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A07
1.Nf3 d5 2.g3 Nf6 3.Bg2 e6 4.O-O Be7 5.d3
O Ataque Índio do Rei é a Defesa Índia do Rei jogada com as brancas e um tempo a mais: Cf3, g3, Bg2, O-O, d3 e, no momento certo, e4. A posição depois de 5.d3 mede +0,02 — o tempo extra não vira vantagem, e isso diz algo sobre a natureza do esquema. Ele não pressiona; ele espera. Bobby Fischer o usou contra a Siciliana e a Francesa em torneios de elite justamente porque o plano é sempre o mesmo, e a preparação do adversário não serve para nada. Onde ele funciona de verdade é contra estruturas que já se comprometeram: contra a Caro-Kann com ...g6, a posição mede +0,86.
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A01
1.b3
O Ataque Nimzo-Larsen começa com 1.b3 e fianqueta o bispo da dama antes de decidir o centro: a diagonal longa pressiona e5 e g7, e o resto do esquema se adapta ao que as pretas escolherem. A medição dá à abertura quase igualdade, −0,04 depois de 1.b3. O perigo não está no número de origem, e sim na tentação de atacar cedo: a partida Larsen–Spassky, de Belgrado em 1970, é o exemplo mais famoso, e o avanço 10.f4 que a decidiu mede −4,13.
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B90
1.e4 c5 2.Nf3 d6 3.d4 cxd4 4.Nxd4 Nf6 5.Nc3 a6
A Najdorf (1.e4 c5 2.Cf3 d6 3.d4 cxd4 4.Cxd4 Cf6 5.Cc3 a6) é a linha mais estudada da Siciliana e a que menos se explica pelo lance que lhe dá nome: ...a6 não desenvolve nada e não ataca nada. O que ele faz é tirar b5 do cavalo e do bispo brancos e preparar ...b5, comprando às pretas o direito de adiar todas as outras decisões. A posição mede +0,32, e o sexto lance branco decide o tipo de partida — de +0,09 com 6.Bc4 a +0,48 com o Ataque Bg5.
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B70
1.e4 c5 2.Nf3 d6 3.d4 cxd4 4.Nxd4 Nf6 5.Nc3 g6
A Siciliana Dragão fianqueta o bispo em g7 e aponta a diagonal a1-h8 para o coração da posição branca. A posição depois de 5...g6 mede +0,56 — é a mais alta entre as grandes sicilianas, e o motivo é direto: as pretas gastam um tempo em ...g6 e abrem o próprio roque antes de ter resolvido o desenvolvimento. O que compensa é a natureza do jogo. No Ataque Iugoslavo, as brancas rocam para a ala da dama e as duas partes atacam o rei adversário ao mesmo tempo; ali, meio lance de atraso decide a partida, e a preparação vale mais do que em qualquer outra linha do repertório.
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C21
1.e4 e5 2.d4 exd4 3.c3
O Gambito Dinamarquês entrega um peão no terceiro lance e, se as pretas aceitarem, entrega um segundo: 3.c3 dxc3 4.Bc4 cxb2 5.Bxb2 dá às brancas dois bispos apontando para f7 e g7 em troca de dois peões. Medido, o negócio não fecha. A posição depois de 3.c3 mede −0,26 e a aceitação dupla mede −0,10 — as pretas seguem melhor em todas as versões. O gambito continua sendo uma arma prática de tempo curto, porque a defesa correta exige devolver material no momento certo, e devolver material é a coisa que menos se pratica.
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D07
1.d4 d5 2.c4 Nc6
A Defesa Chigorin responde ao Gambito da Dama com 2...Cc6, bloqueando o próprio peão de c e apostando em peças ativas contra a estrutura clássica. É a defesa mais heterodoxa contra 1.d4 d5, e a medição a coloca no meio do caminho: depois de 2...Cc6 a posição mede +0,52. A linha que mais cobra das pretas é a principal, com a troca do bispo em f3 e o peão dobrado branco, que chega a +0,87. A que menos cobra é a versão com 3.cxd5 Dxd5 4.Cf3 e5, que mede +0,07 — quase igualdade numa abertura que tem fama de arriscada.
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A40
1.d4 e5
O Gambito Englund responde a 1.d4 com 1...e5, entregando um peão no primeiro lance por uma armadilha famosa e pouco mais. A posição depois de 1...e5 mede +1,53, um peão e meio de desvantagem antes do segundo lance. A armadilha existe — se as brancas jogam 6.Bc3? na linha com ...Db4+ e ...Dxb2, as pretas dão mate e a posição mede −7,17 —, mas contra 6.Cc3 a mesma linha mede +2,29. A versão menos cara é o Hartlaub-Charlick, com 2...d6, que mede +0,92.
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D00
1.d4 d5 2.e4
O Gambito Blackmar-Diemer entrega o peão de e4 no segundo lance e, com f3, oferece o de f também, em troca da coluna f aberta e de um ataque rápido contra o roque preto. A medição é dura com o gambito: a posição depois de 2.e4 mede −0,65, e depois de 4.f3, −0,74. Das quatro defesas medidas que aceitam o segundo peão, só uma deixa as brancas em vantagem, a Teichmann (+0,11), justamente a que entrega o par de bispos. A Ziegler, com ...c6 e ...Bf5, mede −0,83, e a recaptura com a dama, a Variante Ryder, −1,66.
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B00
1.e4 b6
A Defesa Owen responde a 1.e4 com 1...b6 e fianqueta o bispo da dama contra o peão de e4 antes de disputar o centro com peões. É uma das defesas mais caras contra 1.e4: a posição depois de 1...b6 mede +0,91, e a linha principal, com ...e6 e ...c5 contra Bd3, também. O que o verbete mostra é onde esse número cai. As duas linhas em que as pretas cravam o cavalo de c3 com ...Bb4 medem +0,29 e +0,31, um terço do resto. E os dois erros medidos são pretos e caros: 3...f5? mede +4,40, e 2...Cf6? chega a +3,17.
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B00
1.e4 Nc6
A Defesa Nimzowitsch responde a 1.e4 com 1...Cc6, desenvolvendo uma peça antes de qualquer peão e deixando a escolha da estrutura para depois. É uma defesa rara e mais sólida do que parece: a posição depois de 1...Cc6 mede +0,49. O dado mais útil do verbete é que a troca 3.exd5 Dxd5, com a dama preta no centro cedo, mede −0,08 depois de 4.Cf3 — e que o erro mais caro é preto, não branco: contra 4.Cc3, recuar a dama com 4...Da5 mede +1,90, enquanto 4...Dxd4 ganha um peão.
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A00
1.b4
A Abertura Sokolsky, também chamada Polonesa ou Orangotango, começa com 1.b4: o peão ganha espaço na ala da dama e abre a diagonal longa para o bispo de b2, ao preço de ficar desprotegido desde o primeiro lance. A medição coloca a abertura um pouco abaixo da igualdade, com −0,13 depois de 1.b4. A resposta mais jogada, 1...e5, que ganha o peão com ...Bxb4, mede −0,31 depois do desenvolvimento. O erro que mais custa, porém, é preto: na mesma linha, 3...Cc6? perde a torre para 4.Bxg7 e mede +7,50.
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A53
1.d4 Nf6 2.c4 d6
A Defesa Índia Antiga é a Índia do Rei sem o fianqueto: 2...d6 prepara ...e5 com o bispo de f8 em e7, e a defesa troca atividade por uma estrutura compacta e fácil de montar. A posição depois de 2...d6 mede +0,62, e a linha principal, com ...Cbd7, ...e5, ...c6 e ...Be7, sobe para +0,86. O dado mais útil do verbete está nas trocas. A troca de damas com 4.dxe5, que tira o roque das pretas e parece a linha mais incômoda, mede −0,01. E a Variante Janowski, com ...Bf5, vai de −0,13 a +1,63 conforme o quarto lance preto.
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B21
1.e4 c5 2.d4 cxd4 3.c3
O Gambito Smith-Morra entrega um peão contra a Siciliana no terceiro lance: 2.d4 cxd4 3.c3 oferece o peão de c em troca de desenvolvimento rápido e das colunas c e d abertas. A medição diz com clareza o preço: depois de 3.c3 a posição mede −0,20, e na formação clássica, com Bc4, De2 e Td1, −0,11. O gambito não refuta nada, mas também não perde — as brancas jogam um quinto de peão abaixo da igualdade, com uma posição que as pretas precisam conhecer. E a armadilha mais famosa da linha é contra as brancas: na Siberiana, 9.h3 perde para mate e mede −5,20.
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B41
1.e4 c5 2.Nf3 e6 3.d4 cxd4 4.Nxd4 a6
A Siciliana Kan é a mais flexível das Sicilianas abertas: depois de 4.Cxd4 a6, as pretas não desenvolvem nenhuma peça e guardam a escolha entre o bispo em c5, e7 ou d6, o cavalo em f6, c6 ou e7 e a dama em c7. A posição depois de 4...a6 mede +0,50, e a flexibilidade tem preço — é meio peão, na faixa das Sicilianas abertas. O dado útil do verbete é que o Maróczy, com 5.c4, que tem fama de ser o teste mais incômodo, mede +0,23, e que as duas tentativas brancas de ganhar material na abertura medem contra elas: 6.e5 perde a −1,30 e a captura em g7, −0,32.
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B45
1.e4 c5 2.Nf3 e6 3.d4 cxd4 4.Nxd4 Nf6 5.Nc3 Nc6
A Siciliana dos Quatro Cavalos desenvolve os dois cavalos pretos antes de qualquer peão: depois de 4...Cf6 5.Cc3 Cc6, as pretas preparam ...Bb4, cravando o cavalo que defende e4, e ...d5, a ruptura que iguala as Sicilianas. A posição mede +0,48, dentro da faixa normal de vantagem branca numa Siciliana aberta. O que o verbete mostra é quais lances brancos mantêm esse número. A troca 6.Cxc6 seguida de 7.e5 mantém (+0,49); a linha principal com 6.Cdb5 cai para +0,37; e o xeque 7.Cd6+, que parece ganhar o bispo de c8, entrega a vantagem inteira e mede −0,08.
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C67
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Bb5 Nf6
A Defesa Berlinesa responde à Espanhola com 3...Cf6, atacando e4 em vez de defender e5, e ficou conhecida como o muro de Kramnik contra Kasparov em 2000. É a defesa mais sólida contra 1.e4 e5: a posição depois de 3...Cf6 mede +0,20, e o final do Muro de Berlim, sem damas e sem roque preto, +0,19. As tentativas de fugir do final também não rendem mais — 4.d3 mede +0,22 —, e o que a medição expõe são os erros. A captura 6...Cxb5?? na linha com 5.Te1 mede +9,11, e 5...Cxf2, +3,82.
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C44
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.d4 exd4 4.Bc4
O Gambito Escocês é a Escocesa em que as brancas não recapturam o peão de d4: 4.Bc4 desenvolve o bispo contra f7 e deixa o peão preto em d4 para ser recuperado depois — ou nunca. A posição mede +0,12, perto da igualdade. O que decide é a resposta preta ao quinto lance. Contra 4...Bc5 5.c3, recapturar com 5...dxc3? mede +0,86; contra 4...Cf6, o Ataque Max Lange mede +0,34 com 9.fxg7 e −0,25 com 9.Cg5, o lance mais jogado. O Ataque Möller, que dá fama ao gambito, termina em −0,09.
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D00
1.d4 d5 2.Nc3 Nf6 3.Bf4
O Sistema Jobava London é o London com o cavalo em c3 no lugar do peão: 1.d4 d5 2.Cc3 Cf6 3.Bf4 mantém o bispo fora da cadeia de peões e acrescenta duas ideias que o London não tem, o salto Cb5 contra c7 e o avanço e4. A medição o coloca exatamente na igualdade: +0,01 depois de 3.Bf4. O plano mais agressivo contra ...Bf5, com f3, g4 e h4, mede −0,20, e o esquema preto mais natural, com ...e6 e ...Bb4 cravando o cavalo, chega a −0,21. O Jobava troca vantagem por posições que o adversário não preparou.
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A46
1.d4 Nf6 2.Nf3 e6 3.Bg5
O Ataque Torre leva o bispo de c1 para g5 no terceiro lance, cravando o cavalo de f6, e completa o desenvolvimento com e3, Cbd2 e c3 contra quase qualquer defesa. A medição coloca o esquema perto da igualdade: depois de 1.d4 Cf6 2.Cf3 e6 3.Bg5, a posição mede +0,08, contra +0,13 do Sistema London na mesma ordem. A diferença cresce contra ...d5 cedo: com 1...d5 2.Cf3 Cf6, o Torre mede +0,02 e o London, +0,19, porque o cavalo em e4 ataca o bispo de g5 com ganho de tempo. E o peão envenenado de b2 não é armadilha: capturá-lo mede +0,17, e o que perde é a ganância seguinte, que chega a +2,42.
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D15
1.d4 d5 2.c4 c6 3.Nf3 Nf6 4.Nc3 a6
A Eslava Chebanenko joga 4...a6 no lugar de 4...e6 ou 4...dxc4: o peão prepara ...b5 contra c4 e deixa em aberto o destino do bispo de c8. A medição mostra que a espera não custa nada: a posição depois de 4...a6 mede +0,26, praticamente o mesmo que a Semi-Eslava com 4...e6 (+0,28) e a Eslava aceita com 4...dxc4 (+0,29). Nenhum quinto lance branco passa de um terço de peão — o de maior avaliação é 5.a4, com +0,31 —, e o erro mais caro do sistema é branco: depois de 5.e3 b5, o desenvolvimento natural 6.Bd3 mede −0,50.
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C51
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Bc4 Bc5 4.b4
O Gambito Evans oferece o peão de b na Italiana: 4.b4 atrai o bispo de c5 e prepara c3 e d4 com ganho de tempo, montando o centro que o Giuoco Piano normalmente demora a conseguir. A medição mostra um gambito que não ganha nem perde: depois de 4.b4 a posição mede −0,07, e a linha principal aceita, com 5...Ba5 e 7.O-O, −0,16. A Defesa Lasker, que devolve o peão e troca as damas, mede −0,20. O que o verbete registra são os erros pretos: 7...Cge7 na linha principal chega a +6,79, e aceitar o segundo peão com 7...dxc3 termina em +4,79.
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C55
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Bc4 Nf6
A Defesa dos Dois Cavalos responde à Italiana com 3...Cf6, atacando e4 em vez de desenvolver o bispo, e aceita que as brancas ataquem f7 com 4.Cg5. É a defesa mais tática contra 3.Bc4, e a medição mostra que a tática favorece quem conhece a ordem. A posição depois de 3...Cf6 mede +0,13. Contra 4.Cg5, a resposta clássica 4...d5 5.exd5 Ca5 mede +0,13 e chega a −0,04 depois de 10.Ce5; a recaptura 5...Cxd5, que abre caminho para o Fried Liver, mede +1,51. E a Variante Traxler, com 4...Bc5, mede +1,09 — e a resposta famosa 5.Cxf7 só iguala, enquanto 5.Bxf7+ mede +0,96.
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C89
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Bb5 a6 4.Ba4 Nf6 5.O-O Be7 6.Re1 b5 7.Bb3 O-O 8.c3 d5
O Ataque Marshall é o gambito das pretas na Espanhola Fechada: 8...d5 entrega o peão de e5 em troca de desenvolvimento rápido e de um ataque contra o rei branco antes que a ala da dama branca saia de casa. A posição depois de 8...d5 mede +0,41, e a aceitação com 9.exd5, +0,39 — as brancas ficam um peão à frente e com vantagem. O que a medição mostra é quanto essa vantagem encolhe: na linha principal, até 17.Cd2, a posição cai para +0,12. Os Anti-Marshall com 8.a4 e 8.h3, que as brancas jogam para fugir do gambito, medem +0,16 e +0,24 — menos do que aceitar.
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C15
1.e4 e6 2.d4 d5 3.Nc3 Bb4
A Variante Winawer crava o cavalo de c3 no terceiro lance e aceita trocar o bispo de casas escuras por uma estrutura em que o peão branco de c fica dobrado. É a linha mais desequilibrada da Francesa, e a medição dá a ela uma vantagem branca clara: +0,55 depois de 3...Bb4, +0,62 depois de 4.e5 c5 5.a3 Bxc3+ e +0,58 na posição principal, com 6.bxc3 Ce7. O Peão Envenenado, a linha mais famosa, mantém o número em +0,69. O que o verbete registra são as saídas brancas que não rendem: os gambitos com 4.a3 e 4.Bd2 medem 0,00 e −0,14, e 5.Bd2 contra ...c5 fica em −0,15.
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C02
1.e4 e6 2.d4 d5 3.e5
A Variante do Avanço fecha o centro da Francesa no terceiro lance: 3.e5 ganha espaço, tira a casa f6 do cavalo preto e deixa as pretas atacarem a cadeia branca pela base, com ...c5 e ...Db6 contra d4. A posição depois de 3.e5 mede +0,36, depois de 3...c5, +0,38, e depois de 4.c3 Cc6 5.Cf3 Db6, +0,30 — uma vantagem normal para as brancas. O verbete registra onde ela some. O Gambito Milner-Barry, com 6.Bd3 e o peão de d4 entregue, mede −0,84 depois de 10.Cc3; a dama branca em g4 no quarto lance, −1,24. E a armadilha mais conhecida da linha é preta: capturar em d4 cedo demais com 7...Cxd4 perde a dama para 9.Bb5+.
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C03
1.e4 e6 2.d4 d5 3.Nd2
A Variante Tarrasch defende e4 com o cavalo em d2 em vez de c3: 3.Cd2 evita a cravada da Winawer e mantém o peão de c livre para c3, ao custo de fechar o bispo de c1 por alguns lances. É a linha mais econômica contra a Francesa, e a medição a coloca abaixo das outras: +0,19 depois de 3.Cd2, contra +0,62 da Winawer e da Clássica. O dado útil do verbete é a diferença entre as respostas pretas. 3...c5 mede +0,18 e empata com a posição de origem; 3...Cf6 mede +0,59, e a Guimard, com 3...Cc6, +0,73 — as duas custam quase meio peão a mais.
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B12
1.e4 c6 2.d4 d5 3.e5
A Variante do Avanço é a resposta mais popular à Caro-Kann: 3.e5 fecha o centro e aposta que o bispo de c8, que as pretas levam para f5 antes de ...e6, vai virar alvo. A posição depois de 3.e5 mede +0,34, e depois de 3...Bf5, +0,23. O que a medição mostra é que os planos mais famosos contra o bispo não rendem: o Sistema Short, com Cf3, Be2 e Be3, mede −0,01, e o ataque de peões com 5.g4 e 7.h4, −0,14. A linha que mantém a vantagem é a mais simples: 4.h4 h5 mede +0,24, e depois de 5.c4 e6 6.Cc3 Ce7, +0,33.
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B33
1.e4 c5 2.Nf3 Nc6 3.d4 cxd4 4.Nxd4 Nf6 5.Nc3 e5
A Siciliana Sveshnikov responde ao centro aberto com 5...e5, expulsando o cavalo de d4 e aceitando uma casa d5 permanentemente fraca em troca de tempo e atividade. É a variante de menor avaliação branca da Siciliana aberta: +0,25 depois de 5...e5, abaixo da Najdorf e da Clássica no verbete da Siciliana. O que a medição mostra é quanto a linha principal custa às brancas. Com 9.Bxf6 gxf6 e os peões pretos dobrados, a posição chega a 0,00 depois de 13...Ce7; as alternativas que evitam a troca, 7.Cd5 e 9.Cd5, mantêm +0,39 e +0,34.
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B46
1.e4 c5 2.Nf3 e6 3.d4 cxd4 4.Nxd4 Nc6
A Siciliana Taimanov desenvolve o cavalo de dama em c6 antes de decidir o resto: depois de 4...Cc6, as pretas mantêm a opção de ...a6, ...Dc7 e do bispo em b4 ou e7, e disputam o centro mais cedo do que na Kan. A posição mede +0,49. O que o verbete mostra é a distância entre os testes brancos. O Ataque Inglês, com Be3, Dd2 e roque grande, é o mais afiado: contra 9...Ca5 mede +1,02, e contra 9...Ce5, +0,28. As linhas tranquilas quase igualam — 6.Be2 mede +0,10 e a troca 5.Cxc6, +0,06.
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B34
1.e4 c5 2.Nf3 Nc6 3.d4 cxd4 4.Nxd4 g6
O Dragão Acelerado fianqueta o bispo antes de jogar ...d6: depois de 4...g6, as pretas guardam a opção de romper com ...d5 num só lance e evitam o Ataque Iugoslavo na forma mais perigosa. A posição mede +0,45, e a resposta branca mais temida, o Maróczy com 5.c4, mede +0,42 depois de 6...d6 e +0,37 com o desenvolvimento completo. O que o verbete registra são as armadilhas, e as duas maiores são pretas: 8...Ca5 contra o bispo de b3 mede +2,04, e 6...Cxe4 no Maróczy, +5,46.
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B30
1.e4 c5 2.Nf3 Nc6 3.Bb5
A Variante Rossolimo evita a Siciliana aberta com 3.Bb5: o bispo crava o cavalo de c6 antes de d4, e as brancas escolhem quando trocá-lo e dobrar os peões pretos. A posição mede +0,30, o mesmo número do verbete da Siciliana e a maior avaliação entre as anti-sicilianas medidas lá. O que o verbete mostra é o custo de cada resposta preta. 3...e6 mede +0,25 e 3...g6, +0,32; 3...d6 e 3...Cf6 medem +0,59, e 3...Cd4, que parece natural, +0,73. A troca Bxc6 não é uma arma: com qualquer recaptura, a posição fica em +0,33.
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B23
1.e4 c5 2.Nc3 Nc6 3.f4
O Ataque Grand Prix responde à Siciliana com 2.Cc3 e 3.f4: as brancas desistem de abrir o centro com d4 e preparam f5 e um ataque direto contra o rei preto, com o bispo em c4 ou b5 e a dama indo para e1 e h4. A medição é desfavorável desde o terceiro lance: −0,16 depois de 3.f4, o mesmo número do verbete da Siciliana, e a ordem com 2.f4 mede −0,01. O que o verbete mostra é onde o ataque se sustenta e onde ele desaba. O bispo em b5 contra ...Cd4 mantém quase a igualdade (−0,03); o avanço 6.f5, que é o plano típico, custa quatro décimos; e na sequência mais natural do sacrifício, 8.Bb5 leva a posição a −2,31.
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D00
1.d4 d5 2.e3 Nf6 3.Bd3 c5 4.c3 Nc6 5.f4
O Ataque Stonewall é o sistema em que as brancas montam os peões em c3, d4, e3 e f4, com o bispo em d3, e jogam por um cavalo em e5 e um ataque contra o roque preto. A ordem típica é 1.d4 d5 2.e3 Cf6 3.Bd3 c5 4.c3 Cc6 5.f4, e a medição não favorece o plano: depois de 5.f4, a posição mede −0,72, contra −0,28 de 5.Cf3, que leva ao Colle. O motivo é um lance preto, 5...Bg4, que tira o bispo de c8 antes de ...e6 o prender atrás da corrente de peões. Contra a resposta passiva, 5...e6, o sistema funciona e a posição mede −0,11.
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D08
1.d4 d5 2.c4 e5
O Contragambito Albin é a resposta mais agressiva ao Gambito da Dama: 2...e5 entrega um peão para fincar outro em d4 e atrapalhar o desenvolvimento branco. A medição é dura com as pretas. Depois de 2...e5, a posição mede +0,79, e depois de 3.dxe5 d4 4.Cf3 Cc6, +0,74. Contra 5.g3, só um lance segura o jogo: 5...Cge7, com +0,67. Os três desenvolvimentos mais naturais — 5...Be6, 5...Bg4 e 5...Bf5 — medem entre +1,42 e +1,49. O que mantém o Albin vivo é a armadilha de Lasker, 4.e3? Bb4+ 5.Bd2 dxe3, em que 6.Bxb4?? termina com um peão promovido a cavalo.
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C40
1.e4 e5 2.Nf3 f5
O Gambito Letão é o Gambito do Rei com as cores trocadas e um tempo a menos: 2...f5 ataca e4 e deixa e5 sem defesa já no segundo lance. A medição é clara: depois de 2...f5, a posição mede +1,73. A resposta principal, 3.Cxe5 Df6 4.d4 d6 5.Cc4 fxe4, mede +1,73, com material igual e as pretas atrasadas no desenvolvimento. O lance mais popular nos clubes, 3.Bc4, também dá vantagem, mas exige precisão: a linha com troca de damas termina em +0,99, e o desenvolvimento 4.Cc3?? perde o cavalo. O Letão vive das armadilhas na diagonal e8-h5, e a mais conhecida delas pega as brancas: 4.Dh5+? g6 5.Cxg6, que mede −4,79.
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C44
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.c3
A Abertura Ponziani troca desenvolvimento por centro: 3.c3 prepara d4 e entrega a casa c3, que seria do cavalo, a um peão. A medição não a favorece. Depois de 3.c3, a posição mede −0,20, com 3...d5 como melhor resposta. Na defesa mais jogada, 3...Cf6 4.d4, a captura 4...Cxe4 mede −0,02 e empata com 4...exd4 como melhor lance, enquanto o desenvolvimento 4...d5 mede +0,41. Para as brancas, a resposta à captura é 5.Bd3 (−0,01); o popular 5.d5 mede −0,29, e a recaptura 5.dxe5? cai para −0,93.
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C23
1.e4 e5 2.Bc4
A Abertura do Bispo leva o bispo a c4 no segundo lance e adia a decisão sobre o cavalo de g1 e o peão f. É uma abertura de transposições: conforme a resposta preta, a partida pode virar Vienense, Italiana ou um jogo aberto próprio, e as brancas escolhem o momento. Depois de 2.Bc4, a posição mede −0,03. Contra 2...Cf6, a resposta mais jogada, os lances que seguram a igualdade são 3.Cc3 (−0,04) e 3.d3 (−0,08); 3.Cf3?! entrega o peão de e4 e mede −0,49, e 3.f4? mede −1,13. A linha principal moderna, com 3.d3 c6 4.Cf3 d5 5.Bb3 a5, fica em +0,04.
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