Adversários do Canadá na rodada 6 da Olimpíada: como jogam o Chipre e o México
Os melhores percentuais do México são da atleta de menor rating, uma WCM de 2007 que faz 77,9% com as brancas. A amostra dela são as categorias sub-13, sub-14 e sub-16. Leia o calendário antes de ler o número.
20 min de leitura · Publicado em 2026-09-20 · Atualizado em 2026-09-29
Resposta direta
Na rodada 6 da 46ª Olimpíada de Xadrez, em 21 de setembro de 2026, o Canadá enfrenta o Chipre no absoluto, na mesa 27, e o México no feminino, na mesa 18. Esta matéria mostra, a partir das 675 partidas clássicas transmitidas pelo Lichess nos últimos três anos, o repertório de cada atleta dos dois elencos, as linhas em que cada um pontua abaixo da própria média, onde a engine encontra mais erros e o que o repertório online acrescenta — sempre com o número de partidas ao lado de cada percentual, porque é ele que diz quanto do dossiê se sustenta.
Evento: 46ª Olimpíada de Xadrez da FIDE
Como isto foi apurado: Apurado em 20 de setembro de 2026, com a rodada 5 encerrada e a rodada 6 ainda por jogar: ela começa em 21 de setembro, às 15h de Samarcanda (10h UTC). O emparceiramento foi conferido no chess-results; o PGN oficial com a escalação de cada equipe só sai na hora da rodada, e por isso este dossiê cobre o elenco inteiro dos dois adversários, e não os quatro tabuleiros. O repertório usa as 675 partidas clássicas presenciais dos últimos três anos transmitidas pelo Lichess, ligadas a cada atleta pelo FIDE ID — 320 do elenco cipriota e 355 do mexicano. O perfil de erros mede as 12 partidas mais recentes de cada atleta com Stockfish 19 em profundidade 16; em Paula Sofía Hernández Díaz e Tania Miranda Rodríguez foram 11, porque uma partida de cada falhou na leitura e ficou registrada como falha. Todo lance citado no texto foi remedido em profundidade 24, com busca dedicada e hash limpo. O repertório de blitz e rápidas vem de contas do Chess.com comprovadas, com janela de 90 dias.
O essencial em poucas linhas
- Na rodada 6, em 21 de setembro de 2026, o Canadá enfrenta o Chipre no absoluto (mesa 27) e o México no feminino (mesa 18). Os dois confrontos estão empatados em pontos de match, com o Canadá à frente no primeiro critério de desempate nos dois. A escalação só sai no PGN oficial na hora da rodada, então este dossiê cobre os dez atletas dos dois elencos.
- Os maiores percentuais do México são da atleta de menor rating: a WCM Mia Fernanda Guzmán García, de 2007, faz 77,9% de brancas e 73,3% de pretas. As 77 partidas dela são torneios sub-13, sub-14 e sub-16. A de maior rating do elenco, a WIM Zenia Corrales, faz 45,7% de pretas.
- Zenia Corrales tem a maior diferença entre cores dos trinta atletas cobertos nesta rodada: 84,8% de brancas em 23 partidas contra 45,7% de pretas em 23. Contra ela, 1.d4 a segurou em 28,6% em 7 partidas.
- O quinto tabuleiro do Chipre, Savvas Konstantinides, é uma criança. Não tem título, está com 1966 e as 56 partidas clássicas dele são quase todas campeonatos mundiais e europeus sub-12 e sub-14 — razão pela qual os 71,2% de brancas e 38,3% de pretas devem ser lidos como um rating em subida.
- Paula Sofía Hernández Díaz e Scarlett Daniela Olea Valle têm os piores momentos da engine na mesma partida: elas se enfrentaram na rodada 4 do campeonato nacional mexicano sub-20. Uma entrou em mate em cinco a partir de posição já perdida; a outra deixou o mate escapar e venceu assim mesmo, treze lances depois.
O quadro da rodada 6
Quem o Canadá enfrenta na rodada 6 da Olimpíada de Xadrez de 2026?
No absoluto, o Chipre, na mesa 27. No feminino, o México, na mesa 18. A rodada começa em 21 de setembro de 2026, às 15h de Samarcanda. A escalação de cada equipe só aparece no PGN oficial na hora da rodada, então o dossiê cobre os cinco atletas de cada elenco adversário: Andreas Kelires, Rafail Antoniou, Alexandros Isaakidis, Konstantinos Michaelides e Savvas Konstantinides pelo Chipre; Zenia Corrales, Paula Sofía Hernández Díaz, Tania Miranda Rodríguez, Mia Fernanda Guzmán García e Scarlett Daniela Olea Valle pelo México.
As duas equipes canadenses vêm de rodadas opostas. O time do absoluto perdeu por 0,5 a 3,5 para a Espanha e está com 6 pontos de match e 12,5 pontos de partida, empatado com o Chipre no primeiro critério e um ponto à frente no segundo. O time feminino venceu a Costa Rica por 4 a 0 e está com 7 pontos de match e 15,5 de partida, empatado com o México e um ponto e meio à frente. Nos dois confrontos o Canadá é a cabeça de chave mais alta — 41 contra 81 no absoluto, 38 contra 54 no feminino — e está à frente no desempate, posição mais confortável do que a que ocupava na rodada 5.
O Chipre tem a campanha serrilhada de uma federação pequena com um grande mestre: 3 a 1 sobre o Djibuti, 1,5 a 2,5 para a Austrália, 3,5 a 0,5 sobre a Guiana, 0,5 a 3,5 para Montenegro e 3 a 1 sobre o Sudão do Sul. O México foi mais constante — quatro vitórias e um empate com Cuba na rodada 5, com uma derrota, 1 a 3 para a França na rodada 2.
As amostras são sólidas dos dois lados: de 32 a 101 partidas clássicas transmitidas em três anos, sem nenhum atleta marcado como baixa confiança. São 675 partidas no total, 320 cipriotas e 355 mexicanas. Andreas Kelires tem a menor amostra dos dez, 32 partidas, pela razão simples de jogar pouco xadrez clássico transmitido fora da liga grega por equipes.
Uma ressalva vale para os dois elencos, e é a mesma apontando em direções opostas. Um percentual compara um atleta com o campo que ele enfrentou, e estes dez não enfrentaram o mesmo campo. Duas das mexicanas passaram três anos em categorias de base, um dos cipriotas tem de doze a catorze anos ao longo de toda a amostra, e o mais forte dos dois lados joga quase só numa liga nacional por equipes. Onde um número deve mais ao calendário do que ao jogador, esta matéria diz isso, em vez de deixar a tabela sugerir outra coisa.
| Seção | Atleta | Rating | Amostra | Brancas | Pretas |
|---|---|---|---|---|---|
| Absoluto (Chipre) | GM Andreas Kelires | 2532 | 32 | 66,7% em 18 | 64,3% em 14 |
| Absoluto (Chipre) | FM Rafail Antoniou | 2244 | 101 | 63,0% em 54 | 52,1% em 47 |
| Absoluto (Chipre) | FM Alexandros Isaakidis | 2241 | 58 | 62,9% em 31 | 75,9% em 27 |
| Absoluto (Chipre) | FM Konstantinos Michaelides | 2227 | 73 | 67,9% em 39 | 61,8% em 34 |
| Absoluto (Chipre) | Savvas Konstantinides | 1966 | 56 | 71,2% em 26 | 38,3% em 30 |
| Feminino (México) | WIM Zenia Corrales | 2125 | 46 | 84,8% em 23 | 45,7% em 23 |
| Feminino (México) | WFM Paula Sofía Hernández Díaz | 2055 | 94 | 69,8% em 48 | 56,5% em 46 |
| Feminino (México) | WIM Tania Miranda Rodríguez | 2041 | 90 | 58,0% em 44 | 55,4% em 46 |
| Feminino (México) | WCM Mia Fernanda Guzmán García | 2007 | 77 | 77,9% em 34 | 73,3% em 43 |
| Feminino (México) | WCM Scarlett Daniela Olea Valle | 1975 | 48 | 73,9% em 23 | 74,0% em 25 |
Chipre: um grande mestre, três FMs e uma criança no quinto tabuleiro
Como jogam os adversários do Canadá no absoluto da rodada 6?
Andreas Kelires é o único grande mestre e, por larga margem, o mais limpo do elenco, com 11 centipeões por lance no meio-jogo. Alexandros Isaakidis é a anomalia: 75,9% de pretas em 27 partidas contra 62,9% de brancas. Konstantinos Michaelides joga o Sistema Londres em nove das partidas de brancas, com 77,8%. Savvas Konstantinides, com 1966 e sem título, faz 71,2% de brancas e 38,3% de pretas — a maior diferença do elenco.
O Chipre escala um elenco com um 2532 e quatro jogadores entre 1966 e 2244, e o calendário explica quase todo o formato disso. Rafail Antoniou, Alexandros Isaakidis e Konstantinos Michaelides jogam o campeonato fechado cipriota, os internacionais de Pafos e opens gregos; Antoniou joga também as categorias mundial e europeia de juniores. Andreas Kelires joga a liga grega por equipes e pouco mais. Savvas Konstantinides joga xadrez de base, e isso merece parágrafo próprio.
Konstantinides é o quinto tabuleiro e o atleta mais novo desta matéria. Das 56 partidas clássicas dele, onze são o Mundial Juvenil sub-14 de 2026, onze o Mundial de Cadetes sub-12 de 2024, nove o Europeu da União Europeia sub-12 de 2025 e seis o Mundial de Cadetes sub-12 de 2025. O rating dele foi de 1839 a 1976 dentro da amostra. Os 71,2% de brancas e 38,3% de pretas são números reais sobre um jogador que ainda está se formando, e a diferença entre eles é a coisa mais provável de todo o dossiê estar desatualizada na segunda-feira. O que o dossiê consegue dizer com amostra aproveitável é que, de brancas, depois de 1.e4 e5 2.Cf3 Cc6, ele faz 35,7% em 7 partidas, contra 71,2% da própria média.
Alexandros Isaakidis é o jogador que o Canadá deve olhar duas vezes. Ele faz 75,9% de pretas em 27 partidas e 62,9% de brancas em 31 — um dos dois únicos atletas desta rodada claramente melhor com as peças pretas. O repertório de pretas dele é a Caro-Kann, que responde por três das quatro aberturas mais jogadas nessa cor, e contra ele de brancas o dossiê não encontra primeiro lance que abra vantagem. A única linha fraca registrada, a Índia do Rei com 2...g6 de brancas, tem três partidas e não sustenta plano.
Rafail Antoniou tem a maior amostra cipriota, 101 partidas, e o repertório mais largo: 1.Cf3 e 1.c4 em vez de 1.e4, com a Zukertort e a Inglesa entre as aberturas de brancas mais jogadas. Faz 63,0% de brancas e 52,1% de pretas, e a sugestão do dossiê contra ele é 1.Cf3, onde ele fez 25,0% em 4 partidas — quatro partidas, o que é indício, não plano. Contra 1.c4 ele responde 1...e5 e faz 58,3% em 6.
Konstantinos Michaelides é o mais previsível dos quatro e o mais eficiente nisso: o Sistema Londres aparece em nove das 39 partidas de brancas, mais que o dobro de qualquer outra abertura, e ali ele faz 77,8%. No total são 67,9% de brancas e 61,8% de pretas. O Canadá vai saber o que vem se ele tiver as brancas; a pergunta é se isso ajuda, visto o resultado.
Andreas Kelires joga 32 partidas clássicas em três anos, e o dossiê reflete isso: 66,7% de brancas em 18 e 64,3% de pretas em 14, com o Ataque Índio do Rei como sistema de brancas mais jogado, em cinco partidas. Com amostra desse tamanho não há linha fraca que valha publicar. O que há, e é incomum, é o perfil de erros — e isso está na seção da engine.
México: o elenco em que rating e resultado andam em direções opostas
Como jogam as adversárias do Canadá no feminino da rodada 6?
Os percentuais do México correm quase exatamente contra a ordem do rating. Mia Fernanda Guzmán García, a de menor rating com 2007, faz 77,9% de brancas e 73,3% de pretas; Zenia Corrales, a de maior rating com 2125, faz 45,7% de pretas. A razão é o calendário: a amostra de Guzmán García é sub-13 a sub-16, enquanto Corrales joga os nacionais mexicanos e a Olimpíada. As duas com amostras mais comparáveis são Hernández Díaz e Miranda Rodríguez.
Este elenco é a ilustração mais clara da rodada de por que um percentual precisa do contexto impresso ao lado. As 77 partidas de Mia Fernanda Guzmán García são o Mundial Juvenil sub-14 de 2026, o Pan-Americano de base sub-14, a categoria sub-13 de Aguascalientes, o sub-16 dos Jogos Nacionais CONADE e a seção feminina dos nacionais mexicanos. As 48 de Scarlett Daniela Olea Valle são sub-18, sub-20 e campeonatos universitários. Os 74 a 78 por cento delas descrevem meninas ganhando na própria faixa etária. As 46 partidas de Zenia Corrales são os nacionais absoluto e feminino do México e a Olimpíada de 2024, contra adultas.
Zenia Corrales é, ainda assim, a que o dossiê ataca com mais precisão, porque a diferença dela é enorme e tem direção. Ela faz 84,8% de brancas em 23 partidas — 17 vitórias, 5 empates, 1 derrota — e 45,7% de pretas em 23. Esses 39 pontos de diferença são a maior dispersão dos trinta atletas cobertos nesta rodada. Contra ela o dossiê recomenda 1.d4, onde ela fez 28,6% em 7 partidas, com confiança média; o repertório de pretas dela é a Siciliana, e é lá que mora a maior parte dessas derrotas.
Paula Sofía Hernández Díaz tem a maior amostra mexicana, 94 partidas, e a linha fraca mais aproveitável do elenco: de pretas contra a Siciliana com 2...d6 ela faz 31,8% em 11 partidas, quase 25 pontos abaixo da própria média nessa cor. Onze partidas é amostra de verdade. Contra 1.d4 Cf6 2.c4 e6 ela está em 45,5% em 11, mesma direção com diferença menor, e contra ela de brancas o dossiê aponta 1.d4, que a segurou em 50,0% em 18 partidas, com confiança alta.
Tania Miranda Rodríguez joga o xadrez mais decisivo do elenco: 23 vitórias, 5 empates e 16 derrotas de brancas em 44 partidas. Quase ninguém nesta matéria empata menos. Os dois indícios de confiança média dela envolvem a Siciliana com 2...d6 — 27,8% em 9 partidas quando tem as brancas contra ela, 28,6% em 7 quando a joga de pretas — e a Espanhola com 3...a6 a segurou em 45,0% em 10 de brancas. O calendário dela também é o mais forte das cinco: o Continental Americano de 2026 e dois Continentais femininos.
Mia Fernanda Guzmán García e Scarlett Daniela Olea Valle são as duas que o dossiê descreve de forma menos útil, e dizer isso é o ponto. Os percentuais delas são os mais altos do elenco e a oposição delas é a mais jovem; as linhas fracas que o dossiê registra para as duas ficam em 50,0% e 56,2%, que só são fracas em relação a médias acima de 73%. Os 73,9% de brancas e 74,0% de pretas de Olea Valle são o par de números mais simétrico desta matéria e, com 23 e 25 partidas atrás, descrevem a faixa etária dela, não uma previsão sobre um tabuleiro de Olimpíada.
Onde a engine encontra os erros
Em que fase da partida os cipriotas e as mexicanas mais perdem avaliação?
Nas 12 partidas mais recentes de cada atleta, medidas com Stockfish 19 em profundidade 16, Andreas Kelires tem o perfil mais limpo da rodada — 11 centipeões por lance no meio-jogo e 15 no final — e é o sinal mais claro do dossiê de que a diferença de rating entre ele e o elenco é real. O número mais alto é o final de Scarlett Daniela Olea Valle, 74 sobre 108 lances, e a maior parte dele vem de uma partida contra uma companheira de equipe.
A tabela traz a perda média de avaliação por lance em cada fase, com o número de lances medidos ao lado. A coluna da abertura vai de 5 a 9 nos dez atletas e diz mais sobre preparação do que sobre jogo. O que vem depois da abertura é onde estes dez deixam de se parecer.
Andreas Kelires é o ponto fora da curva, e na direção que o rating dele prevê: 11 no meio-jogo sobre 226 lances e 15 no final sobre 183, os dois menores da rodada. O pior momento dele em doze partidas é uma perda de 354 centipeões, o menor pior momento desta série até agora. Remedido em profundidade 24, esse lance é erro de verdade, e caro: na rodada 7 do campeonato grego por equipes de 2025 ele estava em mais 4,0 contra Konstantinos Megalios e jogou 44.c7 em vez de 44.Txd5. A avaliação caiu para mais 0,05 e a partida terminou empatada.
Alexandros Isaakidis tem o final mais caro do lado cipriota, 49 sobre 120 lances, e um lance explica boa parte disso. Na final da copa por equipes de Salonica, em abril, ele chegou a um final de peões com o equivalente a uma torre a mais — mais 5,8 em profundidade 24 — e jogou 83...e5. Em profundidade 24, esse lance joga tudo fora: a posição vira mais 0,09, e a partida terminou empatada. A passagem rasa também marcara o lance 79 dele como erro de 2.444 centipeões; em profundidade 24 ele vale o mesmo que a sugestão da engine, e não pertence a esta matéria senão como exemplo de por que a remedição é obrigatória.
Savvas Konstantinides tem o maior número de meio-jogo da rodada, 49 sobre 275 lances, que é o que as partidas de um garoto forte de catorze anos parecem quando uma engine as lê. O pior momento dele também é real: na rodada 10 do Mundial Juvenil sub-14 de 2026 ele estava em mais 1,8 e jogou 21.Rh1, e a avaliação caiu para menos 6,1. Ele venceu a partida assim mesmo, o que também é o que as partidas de um garoto forte de catorze anos parecem.
Do lado mexicano, os dois maiores números de final — os 74 de Olea Valle e os 63 de Hernández Díaz — vêm em boa parte da mesma partida, e é uma partida que as duas jogaram entre si: rodada 4 do campeonato nacional CONADE sub-20 de 2026, em 21 de maio, que Hernández Díaz venceu de brancas em 48 lances. No lance 34 Olea Valle já estava perdida por seis peões e meio e jogou 34...Rh5, que transforma posição perdida em mate em cinco. No lance 35 Hernández Díaz tinha esse mate em cinco e jogou 35.Dg7, caindo para mais 8,8 — ainda completamente ganha, e ela converteu treze lances depois.
Os dois lances estão na lista de piores momentos do dossiê e nenhum dos dois mudou um resultado. Essa é a descrição honesta: uma das jogadoras já estava perdida, e a outra deixou escapar um acabamento mais rápido numa partida que venceu. Manter os dois na matéria sem esse contexto descreveria mal as duas.
Mia Fernanda Guzmán García tem o perfil mexicano mais limpo, 21 no meio-jogo e 24 no final, e Tania Miranda Rodríguez o mais desigual: 42 no meio-jogo sobre 229 lances contra 20 no final sobre 233. Se o Canadá a pegar pela frente, a partida se decide antes das trocas.
A contagem de blunders está deliberadamente fora da tabela. A classificação usa a perda sem teto, então uma jogadora já ganha que escolhe um mate mais lento soma um blunder por um lance que não muda nada — exatamente o que aconteceu com Hernández Díaz acima. A perda média por lance limita cada avaliação a mil centipeões e não sofre disso.
| Seção | Atleta | Abertura | Meio-jogo | Final |
|---|---|---|---|---|
| Absoluto (Chipre) | GM Andreas Kelires | 6 (103) | 11 (226) | 15 (183) |
| Absoluto (Chipre) | FM Rafail Antoniou | 9 (102) | 26 (271) | 32 (251) |
| Absoluto (Chipre) | FM Alexandros Isaakidis | 8 (105) | 41 (316) | 49 (120) |
| Absoluto (Chipre) | FM Konstantinos Michaelides | 6 (102) | 32 (306) | 28 (248) |
| Absoluto (Chipre) | Savvas Konstantinides | 6 (101) | 49 (275) | 29 (97) |
| Feminino (México) | WIM Zenia Corrales | 8 (102) | 25 (244) | 36 (214) |
| Feminino (México) | WFM Paula Sofía Hernández Díaz | 7 (94) | 29 (252) | 63 (185) |
| Feminino (México) | WIM Tania Miranda Rodríguez | 5 (93) | 42 (229) | 20 (233) |
| Feminino (México) | WCM Mia Fernanda Guzmán García | 6 (103) | 21 (291) | 24 (148) |
| Feminino (México) | WCM Scarlett Daniela Olea Valle | 9 (102) | 29 (275) | 74 (108) |
O que as contas online mostram, e o que elas não mostram
O repertório de blitz e rápidas dos adversários do Canadá diz a mesma coisa?
Sete dos dez adversários têm conta do Chess.com comprovada e quatro jogaram nos últimos 90 dias: Alexandros Isaakidis (300 partidas), Paula Sofía Hernández Díaz (157), Konstantinos Michaelides (17) e Andreas Kelires (17). Isaakidis é o caso interessante — online ele faz 47,4% de brancas e 39,0% de pretas, muito abaixo dos 62,9% e 75,9% que faz no tabuleiro.
Esta seção responde a outra pergunta que a anterior, e por isso fica separada. O repertório de blitz e rápidas costuma ser mais largo do que o clássico, e o que uma pessoa joga com três minutos não é o que ela prepara para uma partida de cinco horas. Serve para saber o que ela conhece, não o que ela vai jogar amanhã.
Alexandros Isaakidis tem a maior amostra online da rodada, 300 partidas em 90 dias na conta k_a_i_s_s_a, e o contraste com o dossiê clássico dele é o mais agudo dos dez. No tabuleiro ele é o melhor do elenco com as pretas, com 75,9%; online está em 39,0%. A diferença não é uma contradição — um pool de 300 partidas de blitz é outra oposição e outro jogo —, mas é um lembrete de que as duas fontes respondem a perguntas diferentes, e de que o número presencial é o que descreve um tabuleiro de Olimpíada.
Paula Sofía Hernández Díaz tem 157 partidas, com 57,2% de brancas e 56,8% de pretas, e os únicos indícios online dela ficam em três e quatro partidas, o que não basta. Konstantinos Michaelides e Andreas Kelires têm 17 partidas cada: Kelires faz 72,2% e 75,0% ali, Michaelides 55,6% e 62,5%. Dezessete partidas é amostra pequena e está dito como tal.
Tania Miranda Rodríguez, Scarlett Daniela Olea Valle e Zenia Corrales têm conta comprovada e nenhuma partida na janela. A conta existe e está parada, o que é diferente de a conta não existir.
Três adversários ficam fora desta seção porque não foi possível comprovar conta nenhuma. Savvas Konstantinides e Mia Fernanda Guzmán García não têm conta titulada com o nome deles. Rafail Antoniou é o caso que merece explicação: a página de jogador do próprio Chess.com sobre ele linka um perfil de membro com título FM verificado e o nome real exato, o que atenderia ao terceiro critério — mas esse perfil está fechado, não fica online desde abril de 2026 e declara Noruega contra um cadastro FIDE cipriota. Uma conta fechada com divergência de país não acrescentaria nada e poderia atribuir as partidas de um desconhecido a um atleta, então ficou de fora. Deixar um jogador de fora é uma decisão, e decisões vão no texto.
O que observar na rodada 6
O que o dossiê sugere para o Canadá na rodada 6?
No absoluto, os números apontam para os tabuleiros de baixo, e não para os de cima: Savvas Konstantinides faz 35,7% em 7 partidas de brancas contra 1...e5, e contra Antoniou o dossiê sugere 1.Cf3 sobre uma amostra de quatro partidas. No feminino, os dois números mais afiados são 1.d4 contra Zenia Corrales, 28,6% em 7, e a Siciliana com 2...d6 contra Paula Sofía Hernández Díaz, 31,8% em 11.
Contra o Chipre, a preparação se divide por tabuleiro. Andreas Kelires não oferece nada a uma busca de repertório — 32 partidas, nenhuma linha fraca, o perfil de engine mais limpo da rodada — e o conselho honesto contra ele é jogar a posição, não a preparação. Isaakidis é o oposto do que o rating sugere com as pretas e deve ser tratado de acordo. Os dois mais novos, Antoniou e Konstantinides, são aqueles cujos números um segundo canadense consegue de fato usar, com a ressalva de que o dossiê de um garoto de catorze anos envelhece mais rápido que o de qualquer outro.
Contra o México, o número mais confiável é o de Hernández Díaz: 31,8% em 11 partidas de pretas contra a Siciliana com 2...d6, ante uma média de 56,5%. Onze partidas é a maior amostra por trás de qualquer recomendação mexicana aqui. O segundo é o de Corrales, cuja diferença entre cores é tão larga que o tabuleiro em que ela joga importa mais do que a linha que ela encontra: de brancas ela é a mais forte do elenco, e de pretas, a mais fraca.
E há o que a tabela não mostra. Duas das cinco mexicanas se enfrentaram num campeonato nacional sub-20 quatro meses atrás, e uma delas venceu. Elencos que crescem juntos conhecem o repertório umas das outras melhor do que qualquer dossiê — o que é um argumento para ler estas cinco como uma equipe, e não como cinco arquivos separados.
Quando a rodada começar e o PGN oficial trouxer a escalação, o arquivo de dossiê desta matéria passa a mostrar os quatro tabuleiros e a partida de cada mesa, sem que o texto precise mudar. Até lá, o que está aqui é o elenco inteiro — que é o que existe para preparar na véspera.
Perguntas frequentes
De onde vêm os dados do dossiê dos adversários do Canadá?
Das partidas clássicas presenciais transmitidas pelo Lichess nos últimos três anos, ligadas a cada atleta pelo FIDE ID — 675 partidas nos dois elencos, 320 cipriotas e 355 mexicanas. Sobre elas rodam o repertório por cor, as linhas em que o adversário pontua abaixo da própria média e, nas 12 partidas mais recentes, o perfil de erros medido com Stockfish 19 em profundidade 16, com cada lance citado remedido em profundidade 24. O repertório de blitz e rápidas vem de contas do Chess.com comprovadas e fica numa seção separada.
Os percentuais do dossiê são do Canadá ou do adversário?
Do adversário, sempre. Quando o texto diz que Zenia Corrales faz 28,6% em 7 partidas contra 1.d4, o número é o aproveitamento dela naquelas partidas: quanto menor, melhor para a equipe que a enfrenta. O mesmo vale para as colunas de brancas e pretas da tabela de elencos.
Por que a atleta de menor rating do México tem os melhores percentuais?
Porque os dois números medem coisas diferentes. Mia Fernanda Guzmán García tem 2007 de rating e faz 77,9% de brancas, mas as 77 partidas dela são torneios sub-13, sub-14 e sub-16, em que ela costumava ser a mais forte da sala. Zenia Corrales tem 2125 e faz 45,7% de pretas, e as partidas dela são os nacionais absolutos mexicanos e a Olimpíada de 2024, contra adultas. Um percentual é uma afirmação sobre um jogador e um campo, e o campo não vem impresso no número.
Por que Rafail Antoniou ficou fora da seção de contas online?
Porque a única conta que se consegue ligar a ele não atende ao critério. A página de jogador do Chess.com sobre Rafail Antoniou linka um perfil de membro com título FM verificado e o nome real exato, mas esse perfil está fechado, não tem atividade desde abril de 2026 e declara Noruega, enquanto o cadastro FIDE dele é cipriota. Divergência de país tem explicações inocentes, e explicação inocente não é comprovação. Sem partidas na janela a conta não acrescentaria nada à matéria, e o risco de atribuir as partidas de um desconhecido a um atleta não vale a pena.
Histórico de atualizações
- 2026-09-20 — Publicação inicial, com o emparceiramento da rodada 6 conferido no chess-results e a rodada ainda por jogar: repertório das 675 partidas clássicas transmitidas pelo Lichess, perfil de erros com Stockfish 19 em profundidade 16 e repertório de blitz e rápidas das contas comprovadas. Rafail Antoniou ficou fora da seção online: a conta que a página de jogador do Chess.com linka está fechada e declara país que não bate com o cadastro FIDE. Os dossiês saem sobre o elenco inteiro dos dois adversários; quando a escalação sair, o mesmo arquivo passa a mostrar os quatro tabuleiros e a partida da rodada.
- 2026-09-29 — A Olimpíada terminou em 27 de setembro: o Uzbequistão ganhou o aberto e a China o feminino. Esta cobertura deixou de ser atualizada; o resultado final está na notícia de classificação.
Fontes
- 46th Chess Olympiad Samarkand 2026, Open — emparceiramento da rodada 6 — Chess-Results
- 46th Chess Olympiad Samarkand 2026, Women — emparceiramento da rodada 6 — Chess-Results
- Andreas Kelires — transmissões com o FIDE ID 5900727 — Lichess
- Andreas Kelires — página de jogador do Chess.com que linka o perfil de membro usado no repertório online — Chess.com
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