Adversários do Canadá na rodada 7 da Olimpíada: como jogam a Nova Zelândia e a Hungria
Daqi Mao faz 81,2% com as brancas — contra adversários com média de 1966, mais de 300 pontos abaixo dele. Duas das três derrotas de Szidonia Lazarne Vajda em três anos vieram nesta Olimpíada, ambas de finais iguais. A tabela e o tabuleiro contam histórias diferentes.
19 min de leitura · Publicado em 2026-09-21 · Atualizado em 2026-09-29
Resposta direta
Na rodada 7 da 46ª Olimpíada de Xadrez, em 23 de setembro de 2026, o Canadá enfrenta a Nova Zelândia no absoluto, na mesa 24, e a Hungria no feminino, na mesa 11. Esta matéria mostra, a partir das 733 partidas clássicas transmitidas pelo Lichess nos últimos três anos, o repertório de cada atleta dos dois elencos, as linhas em que cada um pontua abaixo da própria média, onde a engine encontra mais erros e o que o repertório online acrescenta — sempre com o número de partidas ao lado de cada percentual, porque é ele que diz quanto do dossiê se sustenta.
Evento: 46ª Olimpíada de Xadrez da FIDE
Como isto foi apurado: Apurado em 21 de setembro de 2026, com a rodada 6 encerrada e a rodada 7 ainda por jogar: ela começa em 23 de setembro, às 15h de Samarcanda (10h UTC), depois do dia de folga. O emparceiramento foi conferido no chess-results; o PGN oficial com a escalação de cada equipe só sai na hora da rodada, e por isso este dossiê cobre o elenco inteiro dos dois adversários, e não os quatro tabuleiros. O repertório usa as 733 partidas clássicas presenciais dos últimos três anos transmitidas pelo Lichess, ligadas a cada atleta pelo FIDE ID — 326 do elenco neozelandês e 407 do húngaro. O perfil de erros mede as 12 partidas mais recentes de cada atleta com Stockfish 19 em profundidade 16. Todo lance citado no texto foi remedido em profundidade 24, com busca dedicada e hash limpo, e os finais de até sete peças foram conferidos na tablebase do Lichess. O repertório de blitz e rápidas vem de contas do Chess.com comprovadas, com janela de 90 dias.
O essencial em poucas linhas
- Na rodada 7, em 23 de setembro de 2026, o Canadá enfrenta a Nova Zelândia no absoluto (mesa 24) e a Hungria no feminino (mesa 11). Nos dois confrontos o Canadá está empatado em pontos de match — 8 no absoluto, 9 no feminino — e à frente em pontos de partida. A escalação só sai no PGN oficial na hora da rodada, então este dossiê cobre os dez atletas dos dois elencos.
- Daqi Mao tem os melhores números dos dois elencos, 81,2% de brancas em 56 partidas e 71,1% de pretas em 57, mas os adversários dele tiveram média de 1966, mais de 300 pontos abaixo dos 2277 dele. A maior parte da amostra vem de torneios de fim de semana e campeonatos de clube em Auckland.
- Felix Xie, primeiro tabuleiro da Nova Zelândia com 2423, abre 1.c4 ou 1.Cf3 em 35 das 50 partidas de brancas. De pretas joga a Siciliana nas 26 partidas contra 1.e4, e a versão com 2.Cf3 e6 lhe rende 43,3% em 15, marcada com confiança alta.
- Szidonia Lazarne Vajda perdeu três partidas em três anos, e duas delas nesta Olimpíada: de posição igual contra Song Yuxin na rodada 4 e contra Varvara Poliakova na rodada 6, disputada hoje. Na rodada 3, deixou escapar para o empate uma posição de +10,04.
- Kata Karacsonyi abriu 1.e4 nas 56 partidas de brancas da amostra. De pretas faz 44,4% em 71 partidas, e contra 1.Cf3 cai para 25,0% em 10.
O quadro da rodada 7
Quem o Canadá enfrenta na rodada 7 da Olimpíada de Xadrez de 2026?
No absoluto, a Nova Zelândia, na mesa 24. No feminino, a Hungria, na mesa 11. A rodada começa em 23 de setembro de 2026, às 15h de Samarcanda, depois do dia de folga. A escalação de cada equipe só aparece no PGN oficial na hora da rodada, então o dossiê cobre os cinco atletas de cada elenco adversário: Felix Xie, Tom Middelburg, Sravan Renjith, Daqi Mao e Daniel Hanwen Gong pela Nova Zelândia; Zsoka Gaal, Davaademberel Nomin-Erdene, Szidonia Lazarne Vajda, Petra Papp e Kata Karacsonyi pela Hungria.
O Canadá chega à sétima rodada depois de vencer Chipre por 3,5 a 0,5 no absoluto e o México por 2,5 a 1,5 no feminino. Os dois confrontos estão empatados em pontos de match, e nos dois o Canadá lidera em pontos de partida. No absoluto, Canadá e Nova Zelândia têm 8 pontos de match, com 16 pontos de partida contra 15; no feminino, Canadá e Hungria têm 9, com o Canadá em 18 pontos de partida contra 15 da Hungria.
Em rating, os dois confrontos apontam em direções opostas. No absoluto, o Canadá é o cabeça de chave 41 e enfrenta o 71, uma Nova Zelândia que só perdeu para a Noruega e para o segundo time do Uzbequistão. No feminino o Canadá é o 38 e enfrenta o 18: uma Hungria que perdeu da China por 0,5 a 3,5, venceu o Brasil por 3 a 1 na rodada 5 e empatou em 2 a 2 com Belarus hoje.
A coluna de amostra da tabela abaixo diz quanto de cada dossiê se sustenta. Kata Karacsonyi tem 127 partidas clássicas transmitidas em três anos, a maior dos dois confrontos; Tom Middelburg tem 30. Nenhum dos dez fica abaixo de 10, o limite em que o dossiê marca baixa confiança. São 733 partidas no total, 326 neozelandesas e 407 húngaras.
Só Davaademberel Nomin-Erdene jogou as seis rodadas. Middelburg não joga desde a rodada 4, Karacsonyi ficou fora das rodadas 4 e 6, e Lazarne Vajda das rodadas 2 e 5. Times de Olimpíada rodam o elenco, e é por isso que o dossiê cobre os cinco de cada lado em vez de tentar adivinhar quatro.
| Seção | Atleta | Rating | Amostra | Brancas | Pretas |
|---|---|---|---|---|---|
| Absoluto (Nova Zelândia) | IM Felix Xie | 2423 | 101 | 66,0% em 50 | 56,9% em 51 |
| Absoluto (Nova Zelândia) | IM Tom Middelburg | 2344 | 30 | 57,7% em 13 | 41,2% em 17 |
| Absoluto (Nova Zelândia) | IM Sravan Renjith | 2318 | 41 | 62,5% em 20 | 64,3% em 21 |
| Absoluto (Nova Zelândia) | FM Daqi Mao | 2277 | 113 | 81,2% em 56 | 71,1% em 57 |
| Absoluto (Nova Zelândia) | FM Daniel Hanwen Gong | 2248 | 41 | 56,8% em 22 | 44,7% em 19 |
| Feminino (Hungria) | IM Zsoka Gaal | 2357 | 96 | 59,8% em 46 | 51,0% em 50 |
| Feminino (Hungria) | IM Davaademberel Nomin-Erdene | 2315 | 101 | 68,1% em 47 | 53,7% em 54 |
| Feminino (Hungria) | IM Szidonia Lazarne Vajda | 2289 | 41 | 66,0% em 25 | 62,5% em 16 |
| Feminino (Hungria) | WGM Petra Papp | 2283 | 42 | 58,8% em 17 | 50,0% em 25 |
| Feminino (Hungria) | WIM Kata Karacsonyi | 2137 | 127 | 57,1% em 56 | 44,4% em 71 |
Nova Zelândia: um jogador de flanco no primeiro tabuleiro e um número que pede contexto
Como jogam os adversários do Canadá no absoluto da rodada 7?
Felix Xie abre 1.c4 ou 1.Cf3 em 35 das 50 partidas de brancas e responde 1.e4 com a Siciliana nas 26 partidas; a versão com 2.Cf3 e6 lhe rende 43,3% em 15. Tom Middelburg joga a Caro-Kann nas 11 partidas contra 1.e4 e faz 36,4%. Os 81,2% de brancas de Daqi Mao vêm contra adversários com média de 1966.
O elenco neozelandês não divide um repertório; cada jogador traz o seu. Tom Middelburg abriu 1.e4 nas 13 partidas de brancas, Daqi Mao 1.d4 em 51 de 56, Felix Xie 1.c4 ou 1.Cf3 em 35 de 50, e Sravan Renjith e Daniel Gong alternam 1.e4 com um segundo lance. As respostas de pretas são igualmente fixas: Middelburg a Caro-Kann, Mao a Francesa e Xie a Siciliana, cada um em todas as partidas contra 1.e4 da amostra.
Felix Xie é o primeiro tabuleiro, com 2423, o neozelandês com a maior amostra contra oposição forte — 101 partidas, contra adversários com média de 2309 — e o dono da linha fraca mais útil do confronto. Contra 1.e4 jogou a Siciliana nas 26 partidas e faz 51,9%, abaixo dos 56,9% da própria média de pretas; dentro disso, depois de 2.Cf3 e6 faz 43,3% em 15 partidas, linha que o dossiê marca com confiança alta. Contra 1.d4, o esquema 1...Cf6 2.c4 e6 lhe rende 45,0% em 10. De brancas faz 75,0% com 1.c4 em 18 partidas e 64,7% com 1.Cf3 em 17; quando abre 1.d4, o número cai para 50,0% em 13.
Tom Middelburg tem a menor amostra, 30 partidas, e a assimetria mais nítida: 57,7% de brancas e 41,2% de pretas. Contra 1.e4 jogou a Caro-Kann nas 11 partidas e fez 36,4%, com cinco derrotas; a variante do avanço com 3...Bf5 4.h4 lhe deu 16,7% em 3. É o repertório de pretas mais legível do elenco, e um dos mais fracos.
Daqi Mao é onde a tabela pede correção. Ele faz 81,2% de brancas em 56 partidas, com 41 vitórias, e 71,1% de pretas em 57 — os melhores números dos dois elencos. Os adversários dele, porém, tiveram média de 1966, mais de 300 pontos abaixo dos 2277 dele, e a maior parte das partidas vem de torneios de fim de semana, campeonatos de clube em Auckland e do campeonato da Ilha Norte. Depois de 1.d4 d5 ele venceu as 19 partidas, número que descreve o torneio e não a abertura. Contra oposição do próprio nível, o dossiê não tem quase nada a dizer sobre ele, e a seção de erros acrescenta um segundo motivo de cautela.
Sravan Renjith é o mais equilibrado: 62,5% de brancas e 64,3% de pretas, com só seis derrotas em 41 partidas. De brancas contra a Caro-Kann faz 40,0% em 5. Daniel Gong faz 56,8% de brancas e 44,7% de pretas; contra 1.d4, de pretas, cai para 40,0% em 5, e contra 1.c4 perdeu as três partidas da amostra.
Hungria: um time de 1.e4 e uma jogadora que não está sendo ela mesma nesta Olimpíada
Como jogam as adversárias do Canadá no feminino da rodada 7?
Kata Karacsonyi abriu 1.e4 nas 56 partidas de brancas, e Davaademberel Nomin-Erdene em 35 de 47. De pretas, Karacsonyi faz 44,4% em 71 partidas e 25,0% em 10 contra 1.Cf3; Nomin-Erdene cai para 35,7% em 7 no Gambito da Dama Recusado com 3.Cc3. Petra Papp não venceu nenhuma partida de pretas contra 1.d4 na amostra: sete empates e duas derrotas em 9.
Zsoka Gaal, primeiro tabuleiro com 2357, tem o perfil mais equilibrado e menos explorável do elenco húngaro: 59,8% de brancas em 46 partidas e 51,0% de pretas em 50, contra adversários com média de 2310. De brancas abre 1.d4 em 29 partidas, 1.Cf3 em 11 e 1.c4 em 6. De pretas responde 1.e4 com a Francesa em 12 de 26; a Winawer com 4.e5 lhe deu 40,0% em 5. Nada no dossiê dela chega à marca de confiança média.
Davaademberel Nomin-Erdene, que jogou as seis rodadas, é a húngara com os pontos fracos mais claros. De brancas abre 1.e4 em 35 de 47 partidas e faz 68,1%, mas contra 1...e5 2.Cf3 Cc6 e contra a Siciliana com 2...Cc6 cai para 50,0% em 8 e 50,0% em 7. De pretas faz 53,7% em 54, e o Gambito da Dama Recusado com 3.Cc3 lhe rende 35,7% em 7, marcado com confiança média. A Caro-Kann dela é ainda pior, 16,7% em 6, mas a amostra é pequena.
Kata Karacsonyi tem a maior amostra do confronto e as brancas mais previsíveis: 1.e4 nas 56 partidas, com 57,1%. Contra a Francesa faz 33,3% em 6, e contra 1...e5 2.Cf3 Cc6, 46,2% em 13, linha marcada com confiança alta. De pretas é a mais fraca do elenco: 44,4% em 71 partidas, com 28 derrotas, contra adversários com média de 2173, perto do nível dela. Contra 1.Cf3 fez 25,0% em 10, o melhor lance de saída contra ela no dossiê.
Petra Papp é a mais empatadora: 10 empates em 17 partidas de brancas, 15 em 25 de pretas. De pretas contra 1.d4 não venceu nenhuma partida da amostra — 38,9% em 9, com sete empates —, e a Índia do Rei dela, 1.d4 Cf6 2.c4 g6, rende 30,0% em 5. Contra 1.e4 joga a Caro-Kann em 8 de 10 e faz 62,5%.
Szidonia Lazarne Vajda tem o menor número de derrotas do elenco, três em 41 partidas, e o melhor aproveitamento de pretas, 62,5% em 16. A seção da engine explica por que esta Olimpíada é exceção: duas dessas três derrotas vieram em Samarcanda, nas três últimas partidas que ela jogou. De brancas abre 1.d4 em 16 de 25 e faz ali 71,9%.
Onde a engine encontra os erros
Em que fase da partida os neozelandeses e as húngaras mais perdem avaliação?
Nas 12 partidas mais recentes de cada atleta, medidas com Stockfish 19 em profundidade 16, Zsoka Gaal tem o perfil mais limpo do confronto: 18 centipeões por lance no meio-jogo e 15 no final. Daqi Mao tem o mais alto, 57 e 80, inflado por posições que já estavam decididas. Szidonia Lazarne Vajda saiu de posição igual ou ganha para um resultado pior em cada uma das três últimas partidas que jogou nesta Olimpíada.
A tabela traz a perda média de avaliação por lance em cada fase, com o número de lances medidos ao lado. A coluna da abertura fica entre 5 e 8 para nove dos dez; a exceção é Daniel Gong, com 11. No meio-jogo a faixa é larga, de 17 para Renjith e 18 para Gaal até 42 para Papp e 57 para Mao. Os 80 de Mao no final são o maior número da tabela e o menos informativo: os cinco piores momentos dele foram jogados em posições com mate ou vantagem decisiva já no tabuleiro, contra adversários muitas vezes 300 pontos mais fracos. Os 44 de Felix Xie no final têm a mesma causa — os dois piores momentos dele vieram em posições com mate no tabuleiro, um para cada lado.
O caso de Szidonia Lazarne Vajda é o oposto, e foi todo jogado em Samarcanda. Na rodada 3, contra Janelle Mae Frayna, das Filipinas, ela tinha +10,04 quando jogou 21.Td8 em vez de 21.Txe8+; a avaliação caiu para +0,14, e dois lances depois 23.Td1 deixou escapar do mesmo jeito uma posição de +6,44. Ela empatou. Na rodada 4, contra Song Yuxin, da China, chegou a um final de cavalo e peão contra dama que a tablebase do Lichess dá como empatado, com três lances que salvam — 66.Cf5, 66.Cg8 e 66.Rg6. Jogou 66.Cg4, que a mesma tablebase dá como perdido, e perdeu. Hoje, na rodada 6, estava em igualdade contra Varvara Poliakova, de Belarus, e jogou 57.Te8, que levou a avaliação a −6,26; perdeu de novo, num match que terminou 2 a 2.
Do lado neozelandês, o momento olímpico mais caro foi de Renjith. Na rodada 2, contra Elham Amar, ele tinha +2,97 quando jogou 48.Rd3; a avaliação caiu para +0,05, e a partida terminou empatada — o único meio ponto que a Nova Zelândia tirou da Noruega na derrota por 0,5 a 3,5. Na rodada 1, Daniel Gong deixou escapar duas posições de cerca de +5 contra Jerome Mboula Mboumba, do Gabão, com 39...Tg3 e 41...Txg5, e empatou. A pior partida de Tom Middelburg foi no Bob Wade Masters de 2026, contra Li Tian Yeoh: ele tinha +5,87, jogou 67...Cc7 e caiu para −0,41, e nos três lances seguintes a posição chegou duas vezes a um mate forçado contra ele que o adversário não viu. A partida terminou empatada.
A húngara com a lista mais longa fora da Olimpíada é Nomin-Erdene. Na liga turca, em agosto, contra Hatice Asli Mustu, deixou vantagens de +7,03, +9,93 e +6,44 caírem para menos de um peão na mesma partida e venceu assim mesmo, numa partida que passou do lance 140. Na mesma liga, contra Mai Narva, estava em igualdade e jogou 35...h6: a avaliação foi a −6,48 e ela perdeu. Zsoka Gaal, ao contrário, tem um único lance no perfil que levou uma posição igual a uma perdida: 31...Bc3 contra Michail Karamichos em Paleochora, de +0,07 para −3,67, numa partida que ela ainda empatou.
A contagem de blunders fica fora da tabela: a classificação usa a perda sem teto, e um jogador que já está ganhando e escolhe um mate mais lento soma blunder sem ter mudado nada. Os perfis de Mao e de Xie estão cheios disso. A perda média por lance limita cada avaliação a mil centipeões e não sofre do mesmo problema.
| Seção | Atleta | Abertura | Meio-jogo | Final |
|---|---|---|---|---|
| Absoluto (Nova Zelândia) | IM Felix Xie | 5 (103) | 19 (247) | 44 (185) |
| Absoluto (Nova Zelândia) | IM Tom Middelburg | 5 (102) | 36 (279) | 52 (73) |
| Absoluto (Nova Zelândia) | IM Sravan Renjith | 5 (101) | 17 (259) | 28 (117) |
| Absoluto (Nova Zelândia) | FM Daqi Mao | 7 (102) | 57 (338) | 80 (274) |
| Absoluto (Nova Zelândia) | FM Daniel Hanwen Gong | 11 (102) | 27 (198) | 34 (123) |
| Feminino (Hungria) | IM Zsoka Gaal | 7 (102) | 18 (226) | 15 (158) |
| Feminino (Hungria) | IM Davaademberel Nomin-Erdene | 8 (103) | 29 (305) | 37 (238) |
| Feminino (Hungria) | IM Szidonia Lazarne Vajda | 6 (103) | 24 (204) | 23 (285) |
| Feminino (Hungria) | WGM Petra Papp | 5 (101) | 42 (319) | 30 (77) |
| Feminino (Hungria) | WIM Kata Karacsonyi | 6 (103) | 40 (283) | 40 (92) |
O que as contas online mostram, e o que elas não mostram
O repertório de blitz e rápidas dos adversários do Canadá diz a mesma coisa?
Seis dos dez adversários têm conta do Chess.com comprovada, e quatro têm partidas nos últimos 90 dias: Daniel Gong (300), Sravan Renjith (54), Szidonia Lazarne Vajda (11) e Petra Papp (4). O London online de Gong, 1.d4 Cf6 2.Bf4, rende 34,8% em 23 partidas contra 2...g6 e 30,8% em 13 contra 2...c5; de pretas, a Índia do Rei dele faz 30,0% em 20.
Esta seção responde a outra pergunta que a anterior, e por isso fica separada. O repertório de blitz e rápidas costuma ser mais largo do que o clássico, e o que uma pessoa joga com três minutos não é o que ela prepara para uma partida de cinco horas. Serve para saber o que ela conhece e onde se sente desconfortável, não o que ela vai jogar na quarta-feira.
Daniel Gong é a única amostra online que vale ler. Na conta itheonlyme, com título FM verificado pela plataforma, ele jogou 300 partidas em 90 dias e fez 48,7% de brancas e 50,7% de pretas. De brancas joga o London: depois de 1.d4 Cf6 2.Bf4 g6 fez 34,8% em 23 partidas, e depois de 2...c5, 30,8% em 13 — as duas marcadas com confiança alta. De pretas, 1.d4 Cf6 2.c4 g6 lhe deu 30,0% em 20, também confiança alta. No tabuleiro ele abre 1.d4 em só 9 de 22 partidas, então o London é indício do que ele conhece, e não do que vai jogar.
Sravan Renjith tem 54 partidas na conta slipperyspeedster, com 38,9% de brancas e 53,7% de pretas. A conta declara a Austrália, contra o cadastro FIDE neozelandês; entrou porque a página de jogador do Chess.com, que liga o atleta à conta, aponta para ela. Szidonia Lazarne Vajda tem 11 partidas e Petra Papp, 4 — poucas para qualquer linha.
Duas húngaras têm conta comprovada e nenhuma partida nos últimos 90 dias: Zsoka Gaal e Davaademberel Nomin-Erdene. A conta existe e está parada, o que é diferente de a conta não existir. Quatro atletas não têm conta que tenha sido possível comprovar — Felix Xie, Tom Middelburg, Daqi Mao e Kata Karacsonyi — e ficam fora desta seção. Coincidência de nome de usuário não é comprovação, e publicar o repertório de um desconhecido com o nome de um atleta é pior do que não publicar nada.
O que observar na rodada 7
O que o dossiê sugere para o Canadá na rodada 7?
No absoluto, os dois repertórios de pretas mais legíveis são a Caro-Kann de Middelburg, com 36,4% em 11 partidas, e a Siciliana com 2...e6 de Xie, com 43,3% em 15; os números de Mao exageram o perigo. No feminino, as pretas de Karacsonyi contra 1.Cf3 e o Gambito da Dama Recusado de Nomin-Erdene são os alvos concretos, e Lazarne Vajda chega com três partidas caras seguidas.
No absoluto o Canadá é o time de rating mais alto, e o dossiê oferece dois alvos claros em jogadores de pretas que nunca variam contra 1.e4. Middelburg joga a Caro-Kann todas as vezes e faz 36,4% com ela; Xie joga a Siciliana todas as vezes e cai para 43,3% nas linhas com 2...e6. Contra Mao, a tabela é o guia errado: os 81,2% dele foram feitos contra um campo 300 pontos mais fraco do que um tabuleiro de Olimpíada, e o perfil de erros dele é o de quem converte devagar posições ganhas, não o de quem não erra.
No feminino o Canadá é o time de rating mais baixo, mas lidera em pontos de partida. Os 25,0% de Karacsonyi em 10 partidas contra 1.Cf3 e os 35,7% de Nomin-Erdene em 7 no Gambito da Dama Recusado são as duas linhas com amostra por trás. Papp sem vitória contra 1.d4 em 9 partidas de pretas é um terceiro indício. Lazarne Vajda é a incógnita: o histórico de três anos diz que ela quase nunca perde, e as três últimas partidas em Samarcanda dizem o contrário.
Quando a rodada começar e o PGN oficial trouxer a escalação, o arquivo de dossiê desta matéria passa a mostrar os quatro tabuleiros e a partida de cada mesa, sem que o texto precise mudar. Até lá, o que está aqui é o elenco inteiro. Dois confrontos empatados em pontos de match, e nos dois o número mais impressionante da tabela é o que merece menos confiança.
Perguntas frequentes
De onde vêm os dados do dossiê dos adversários do Canadá?
Das partidas clássicas presenciais transmitidas pelo Lichess nos últimos três anos, ligadas a cada atleta pelo FIDE ID — 733 partidas nos dois elencos, 326 neozelandesas e 407 húngaras. Sobre elas rodam o repertório por cor, as linhas em que o adversário pontua abaixo da própria média e, nas 12 partidas mais recentes, o perfil de erros medido com Stockfish 19 em profundidade 16, com cada lance citado remedido em profundidade 24 e os finais de até sete peças conferidos na tablebase. O repertório de blitz e rápidas vem de contas do Chess.com comprovadas e fica numa seção separada.
Os percentuais do dossiê são do Canadá ou do adversário?
Do adversário, sempre. Quando o texto diz que Tom Middelburg faz 36,4% em 11 partidas com a Caro-Kann, o número é o aproveitamento dele naquela linha: quanto menor, melhor para quem o enfrenta. O mesmo vale para as colunas de brancas e pretas da tabela de elencos.
Por que a matéria diz que os números de Daqi Mao exageram a força dele?
Porque o aproveitamento depende de contra quem ele foi obtido. Mao faz 81,2% de brancas e 71,1% de pretas, mas os adversários dele na amostra tiveram média de 1966, mais de 300 pontos abaixo dos 2277 dele, em torneios de fim de semana e de clube. Os outros quatro neozelandeses enfrentaram médias entre 2246 e 2314. Um percentual contra um campo muito mais fraco diz pouco sobre o que acontece num tabuleiro de Olimpíada.
Por que a matéria não diz quem joga em cada tabuleiro?
Porque a escalação de cada equipe só é publicada no PGN oficial na hora em que a rodada começa. O emparceiramento entre as equipes sai antes, no chess-results, e é o que permite escrever o dossiê na véspera. Como quase sempre entram quatro dos cinco inscritos, cobrir o elenco inteiro resolve: quando a escalação sair, o arquivo de dossiê ligado a esta matéria passa a mostrar os quatro tabuleiros e a partida da rodada.
Histórico de atualizações
- 2026-09-21 — Publicação inicial, com o emparceiramento da rodada 7 conferido no chess-results e a rodada ainda por jogar: repertório das 733 partidas clássicas transmitidas pelo Lichess, perfil de erros com Stockfish 19 em profundidade 16 e repertório de blitz e rápidas das contas comprovadas. Os dossiês saem sobre o elenco inteiro dos dois adversários; quando a escalação sair, o mesmo arquivo passa a mostrar os quatro tabuleiros e a partida da rodada.
- 2026-09-29 — A Olimpíada terminou em 27 de setembro: o Uzbequistão ganhou o aberto e a China o feminino. Esta cobertura deixou de ser atualizada; o resultado final está na notícia de classificação.
Fontes
- 46th Chess Olympiad Samarkand 2026, Open — emparceiramento da rodada 7 — Chess-Results
- 46th Chess Olympiad Samarkand 2026, Women — emparceiramento da rodada 7 — Chess-Results
- Szidonia Lazarne Vajda x Song Yuxin, rodada 4 — partida transmitida — Lichess
- Daniel Gong (itheonlyme) — perfil titulado que comprova a conta usada no repertório online — Chess.com
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