Adversários dos EUA na rodada 7 da Olimpíada: como jogam a Armênia e a Suíça
Contra 1.e4, os cinco armênios responderam 1...e5 em 96 partidas e empataram 70. Não é fraqueza — perderam só 14 —, mas é onde os líderes invictos do absoluto pontuam menos com as pretas.
19 min de leitura · Publicado em 2026-09-21 · Atualizado em 2026-09-29
Resposta direta
Na rodada 7 da 46ª Olimpíada de Xadrez, em 23 de setembro de 2026, os Estados Unidos enfrentam a Armênia no absoluto, na mesa 2, e a Suíça no feminino, na mesa 8. Esta matéria mostra, a partir das 944 partidas clássicas transmitidas pelo Lichess nos últimos três anos, o repertório de cada atleta dos dois elencos, as linhas em que cada um pontua abaixo da própria média, onde a engine encontra mais erros e o que o repertório online acrescenta — sempre com o número de partidas ao lado de cada percentual, porque é ele que diz quanto do dossiê se sustenta.
Evento: 46ª Olimpíada de Xadrez da FIDE
Como isto foi apurado: Apurado em 21 de setembro de 2026, com a rodada 6 encerrada e a rodada 7 ainda por jogar: ela começa em 23 de setembro, às 15h de Samarcanda (10h UTC), depois do dia de folga. O emparceiramento foi conferido no chess-results; o PGN oficial com a escalação de cada equipe só sai na hora da rodada, e por isso este dossiê cobre o elenco inteiro dos dois adversários, e não os quatro tabuleiros. O repertório usa as 944 partidas clássicas presenciais dos últimos três anos transmitidas pelo Lichess, ligadas a cada atleta pelo FIDE ID — 574 do elenco armênio e 370 do suíço. Os desempates rápidos, blitz e de morte súbita da Copa do Mundo de 2025, que a transmissão marca com o ritmo clássico, ficaram de fora: 18 partidas de quatro armênios. O perfil de erros mede as 12 partidas mais recentes de cada atleta com Stockfish 19 em profundidade 16. Todo lance citado no texto foi remedido em profundidade 24, com busca dedicada e hash limpo. O repertório de blitz e rápidas vem de contas do Chess.com comprovadas, com janela de 90 dias.
O essencial em poucas linhas
- Na rodada 7, em 23 de setembro de 2026, os Estados Unidos enfrentam a Armênia no absoluto (mesa 2) e a Suíça no feminino (mesa 8). Os dois adversários estão invictos e um ponto de match à frente dos EUA: a Armênia tem 11 contra 10, a Suíça 10 contra 9. A escalação só sai no PGN oficial na hora da rodada, então este dossiê cobre os dez atletas dos dois elencos.
- Os cinco armênios respondem 1.e4 com 1...e5 na maioria das partidas. Nas 96 partidas com essa resposta fizeram 12 vitórias, 70 empates e 14 derrotas — 49,0%, abaixo da média de pretas de cada um deles. Shant Sargsyan empatou as 10 dele.
- Shant Sargsyan perdeu uma das 39 partidas de brancas da amostra, e a engine não encontrou erro dele que tenha mudado resultado nas 12 mais recentes. É o perfil mais limpo dos dez: 11 centipeões por lance no meio-jogo e 6 no final.
- Mariia Manko, segundo tabuleiro da Suíça, perdeu 22 das 72 partidas de brancas, contra adversárias do próprio nível. O Catalão que ela joga, 1.d4 Cf6 2.c4 e6 3.g3, lhe rende 42,1% em 19 partidas, linha que o dossiê marca com confiança alta.
- Alexandra Kosteniuk tinha +7,12 contra Marina Brunello na rodada 6, disputada hoje, e jogou 30.Rh2; a avaliação caiu para +0,28 e a partida terminou empatada. Na rodada 3, a Suíça empatou em 2 a 2 com a Estônia depois de Manko perder um final igual e de Camille de Seroux largar uma posição de +6,86.
O quadro da rodada 7
Quem os Estados Unidos enfrentam na rodada 7 da Olimpíada de Xadrez de 2026?
No absoluto, a Armênia, na mesa 2. No feminino, a Suíça, na mesa 8. A rodada começa em 23 de setembro de 2026, às 15h de Samarcanda, depois do dia de folga. A escalação de cada equipe só aparece no PGN oficial na hora da rodada, então o dossiê cobre os cinco atletas de cada elenco adversário: Haik M. Martirosyan, Robert Hovhannisyan, Shant Sargsyan, Gabriel Sargissian e Manuel Petrosyan pela Armênia; Alexandra Kosteniuk, Mariia Manko, Sofiia Hryzlova, Ghazal Hakimifard e Camille de Seroux pela Suíça.
Os EUA chegam à sétima rodada depois de vencer a Noruega por 2,5 a 1,5 no absoluto e de perder para a Índia por 1 a 3 no feminino. Nos dois confrontos o adversário está à frente. A Armênia está invicta, com 11 pontos de match e 17 de partida, contra 10 e 16 dos EUA; o único ponto que deixou pelo caminho foi o 2 a 2 com a China, na rodada 5. A Suíça também está invicta, com 10 pontos de match contra 9 dos EUA e 18 de partida para cada lado, depois de empatar com a Estônia e com os Países Baixos.
Em rating, os EUA são favoritos nos dois. São o cabeça de chave 1 do absoluto e enfrentam o 10; no feminino são o 5 e enfrentam o 17. A tabela premia a regularidade da Armênia mais do que qualquer resultado isolado: cinco vitórias e um empate, sem derrota, contra um time americano que perdeu da Alemanha por 1,5 a 2,5 na rodada 5.
A coluna de amostra da tabela abaixo diz quanto de cada dossiê se sustenta. Manuel Petrosyan tem 184 partidas clássicas transmitidas em três anos, a maior dos dois confrontos; Camille de Seroux tem 24 e Alexandra Kosteniuk, 31. Nenhum dos dez fica abaixo de 10, o limite em que o dossiê marca baixa confiança. São 944 partidas no total, 574 armênias e 370 suíças, depois de retiradas as 18 partidas de desempate da Copa do Mundo que a transmissão marcou como clássicas.
Só Shant Sargsyan jogou as seis rodadas. Martirosyan ficou fora da rodada 1, Hovhannisyan das rodadas 2 e 3, Petrosyan das rodadas 4 e 6; do lado suíço, Kosteniuk não jogou a rodada 1 e De Seroux não joga desde a rodada 4. Times de Olimpíada rodam o elenco, e é por isso que o dossiê cobre os cinco de cada lado em vez de tentar adivinhar quatro.
| Seção | Atleta | Rating | Amostra | Brancas | Pretas |
|---|---|---|---|---|---|
| Absoluto (Armênia) | GM Haik M. Martirosyan | 2664 | 105 | 70,4% em 54 | 60,8% em 51 |
| Absoluto (Armênia) | GM Robert Hovhannisyan | 2642 | 124 | 63,5% em 63 | 55,7% em 61 |
| Absoluto (Armênia) | GM Shant Sargsyan | 2630 | 78 | 67,9% em 39 | 52,6% em 39 |
| Absoluto (Armênia) | GM Gabriel Sargissian | 2610 | 83 | 65,5% em 42 | 54,9% em 41 |
| Absoluto (Armênia) | GM Manuel Petrosyan | 2569 | 184 | 67,9% em 92 | 66,8% em 92 |
| Feminino (Suíça) | GM Alexandra Kosteniuk | 2495 | 31 | 67,9% em 14 | 50,0% em 17 |
| Feminino (Suíça) | WIM Mariia Manko | 2285 | 139 | 52,1% em 72 | 56,0% em 67 |
| Feminino (Suíça) | WIM Sofiia Hryzlova | 2254 | 117 | 63,6% em 55 | 50,0% em 62 |
| Feminino (Suíça) | WGM Ghazal Hakimifard | 2243 | 59 | 67,6% em 34 | 50,0% em 25 |
| Feminino (Suíça) | WIM Camille de Seroux | 2152 | 24 | 35,7% em 14 | 50,0% em 10 |
Armênia: cinco grandes mestres e uma mesma resposta a 1.e4
Como jogam os adversários dos EUA no absoluto da rodada 7?
Os cinco armênios respondem 1.e4 com 1...e5 em 96 das 141 partidas contra esse lance, e nessas 96 fizeram 49,0%, com 70 empates. Robert Hovhannisyan abriu 1.e4 nas 63 partidas de brancas; Gabriel Sargissian não abriu nenhuma vez. Os 67,9% e 66,8% de Manuel Petrosyan vêm contra adversários com rating médio de 2408, cerca de 160 pontos abaixo do dele.
O que une este time não é o primeiro lance de brancas, e sim a resposta de pretas. Contra 1.e4, Hovhannisyan jogou 1...e5 em 26 de 27 partidas, Petrosyan em 26 de 48, Sargissian em 18 de 22, Martirosyan em 16 de 27 e Sargsyan em 10 de 17. Somadas, são 96 partidas, com 12 vitórias, 70 empates e 14 derrotas — 49,0%, abaixo da média de pretas de cada um dos cinco. Sargsyan empatou as 10. É uma resposta escolhida para segurar, e segura: catorze derrotas em 96 partidas contra oposição de grande mestre não é buraco. O que ela diz é que 1.e4 e5 é onde os armênios cedem menos e também ganham menos.
Dentro dessa resposta, a Espanhola é onde dois deles pontuam menos. Depois de 1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Bb5, Hovhannisyan faz 38,9% em 9 partidas e Martirosyan 38,9% em 9, os dois com sete empates e duas derrotas. O dossiê marca a linha de Hovhannisyan com confiança média. Petrosyan e Martirosyan também têm o complexo inteiro de 1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 marcado com confiança alta, com 50,0% em 26 e 50,0% em 16 — as maiores amostras de linha fraca do absoluto.
Quando saem de 1...e5, o quadro muda por completo. Petrosyan faz 86,4% em 11 partidas com a Siciliana, e Martirosyan 100,0% em 6. São amostras pequenas, mas apontam para o mesmo lado: a Siciliana é a resposta de combate dos armênios, e 1...e5 a de empate. Quem tem as brancas contra eles escolhe, na prática, qual das duas partidas quer jogar.
De brancas, o elenco se divide. Hovhannisyan abriu 1.e4 nas 63 partidas de brancas e faz 63,5%; contra a Caro-Kann fez 16,7% em 3, poucas para virar plano. Sargissian é o espelho dele: 1.d4, 1.c4 ou 1.Cf3 nas 42 partidas, nunca 1.e4. Martirosyan, Sargsyan e Petrosyan usam os dois, e Petrosyan acrescenta 1.Cf3 em 19 das 92.
A tabela pede um ajuste de leitura. Petrosyan tem os melhores números do elenco — 67,9% de brancas e 66,8% de pretas, com quatro e sete derrotas em 92 partidas de cada cor —, mas os adversários dele tiveram rating médio de 2408, cerca de 160 pontos abaixo dos 2569 dele. Os outros quatro enfrentaram médias entre 2525 e 2564. Os números de Petrosyan descrevem um calendário de opens; os dos outros vêm em boa parte de eventos como a Copa do Mundo e o Campeonato Europeu. Os 67,9% de brancas de Sargsyan, com uma única derrota em 39 partidas, são o número mais impressionante, e vieram contra adversários de 2561 em média.
Suíça: uma ex-campeã mundial e um Catalão que não funciona
Como jogam as adversárias dos EUA no feminino da rodada 7?
Alexandra Kosteniuk, ex-campeã mundial feminina, lidera um elenco em que três jogadoras abrem 1.e4 e três respondem a ele com a Siciliana. O ponto fraco mais claro é o Catalão de Mariia Manko, 1.d4 Cf6 2.c4 e6 3.g3, em que ela faz 42,1% em 19 partidas; ela perdeu 22 das 72 partidas de brancas. Sofiia Hryzlova faz 10,0% em 5 partidas contra 1.c4 e5.
Alexandra Kosteniuk é o nome que qualquer preparação reconhece, e é de quem o dossiê tem menos a dizer. São 31 partidas clássicas em três anos — Cairns Cup, Biel, ligas por equipes em três países e esta Olimpíada —, com 67,9% de brancas em 14 e 50,0% de pretas em 17. Ela abriu 1.e4 em 12 das 14, e contra 1.d4 faz 60,0% em 10. Nenhuma linha se repete três vezes com queda de dez pontos. O que chama atenção é a duração das partidas: mediana de 101 meios-lances, com 84% delas passando do lance 40, a maior proporção dos dois confrontos. Contra ela, o plano tem de incluir uma partida longa.
Mariia Manko tem a maior amostra suíça, 139 partidas, e a assimetria mais explorável do confronto. Abriu 1.d4 em 70 das 72 partidas de brancas e faz 52,1%, com 25 vitórias e 22 derrotas — quase uma derrota a cada três partidas de brancas, contra adversárias com média de 2242, abaixo dos 2285 dela. Boa parte disso está na linha principal: depois de 1.d4 Cf6 2.c4 e6 3.g3, o Catalão, ela faz 42,1% em 19 partidas. O dossiê marca essa linha com confiança alta. Contra a Eslava, 1.d4 d5 2.c4 c6, são 25,0% em 6.
De pretas, Manko respondeu 1.e4 com 1...c5 nas 43 partidas e faz 52,3%. A Rossolimo com 3.Bb5 g6 4.O-O lhe rende 31,2% em 8 partidas, marcada com confiança média. São duas linhas concretas, uma para cada cor, contra a mesma jogadora.
Sofiia Hryzlova é a mais variada: 1.Cf3 em 20 partidas de brancas, 1.d4 em 19, 1.e4 em 14. O 1.Cf3 é o melhor lance dela, com 70,0%. De pretas faz 50,0% em 62, e contra 1.c4 cai para 38,9% em 9 — 10,0% em 5 quando responde 1...e5, com quatro derrotas. Ghazal Hakimifard é o oposto: 1.e4 nas 34 partidas de brancas, com 67,6%, e a Siciliana nas 14 partidas contra 1.e4. Contra 1.d4 faz 45,0% em 10.
Camille de Seroux, a quinta, tem a menor amostra, 24 partidas, e o número mais surpreendente: 35,7% de brancas em 14 partidas, contra adversários que tiveram média de 2217 fora da Olimpíada, acima dos 2152 dela. De brancas contra a Siciliana fez 25,0% em 6. Catorze partidas são poucas, mas a direção é clara o bastante para ser registrada.
Onde a engine encontra os erros
Em que fase da partida os armênios e as suíças mais perdem avaliação?
Nas 12 partidas mais recentes de cada atleta, medidas com Stockfish 19 em profundidade 16, os cinco armênios perdem entre 11 e 19 centipeões por lance no meio-jogo, e Shant Sargsyan só 6 no final. As suíças perdem entre 24 e 36 no meio-jogo. Na rodada 6, disputada hoje, Alexandra Kosteniuk deixou escapar para o empate uma posição de +7,12 contra Marina Brunello.
A tabela traz a perda média de avaliação por lance em cada fase, com o número de lances medidos ao lado. A coluna da abertura é quase idêntica entre os dez, de 5 a 7: todos chegam preparados ao meio-jogo. A diferença entre os dois elencos aparece depois. Os armênios ficam entre 11 e 19 no meio-jogo e entre 6 e 17 no final; as suíças vão de 24 a 36 no meio-jogo e de 18 a 37 no final.
A linha de Shant Sargsyan merece uma frase própria. Onze centipeões por lance em 335 lances de meio-jogo, seis em 153 de final, e um pior momento de 221 centipeões, numa posição que ele seguia ganhando e ganhou. A engine não encontrou nas 12 partidas mais recentes dele nada que tenha mudado um resultado. Somado a uma única derrota em 39 partidas de brancas, é o perfil de um jogador muito difícil de vencer e que não entrega pontos.
Os erros reais dos armênios são poucos e longe de Samarcanda. Manuel Petrosyan estava em igualdade contra Niilo Nissinen em Spilimbergo, em agosto, e jogou 30...Df3: a avaliação foi a −7,32 e ele perdeu. Haik Martirosyan foi de −0,58 para −3,15 com 27...Cd7 contra Jan Malek em Polanica, e perdeu. Gabriel Sargissian largou +4,14 com 23.Ca4 contra Raem Sherman no Campeonato Europeu de 2026 e empatou. Nesta Olimpíada, o mais claro é o 15.Tb1 de Hovhannisyan contra Diego Flores, da Argentina, na rodada 4, de +2,74 para −0,05, numa partida que terminou empatada e num match que a Armênia venceu por 2,5 a 1,5.
A lista suíça é mais longa e mais recente. Hoje, na rodada 6, Alexandra Kosteniuk tinha +7,12 contra Marina Brunello, da Itália, e jogou 30.Rh2 em vez de 30.Cd5; a avaliação caiu para +0,28. Cinco lances depois, 35.h7 levou uma posição de +6,32 para +2,82, e a partida terminou empatada. Na rodada 3, contra a Estônia, dois resultados suíços mudaram dentro do mesmo match. Mariia Manko estava em −0,20 contra Margareth Olde quando jogou 40...Ra4, que levou a avaliação a −6,36, e perdeu; Camille de Seroux tinha +6,86 contra Grete Olde e jogou 33...Te8, que trouxe a avaliação de volta a zero, e empatou. O match terminou 2 a 2.
O momento mais caro de Sofiia Hryzlova veio na primeira rodada do Campeonato Suíço Feminino de 2026: em igualdade contra Gundula Heinatz — hoje capitã da seleção suíça —, ela jogou 51.Rd3, a avaliação caiu para −6,06 e ela perdeu. O perfil de De Seroux tem mais quatro erros saídos de posições iguais ou quase iguais, na Mitropa Cup de 2026 e no Memorial Paul Keres, o que combina com os 35,7% de brancas dela.
A contagem de blunders fica fora da tabela: a classificação usa a perda sem teto, e uma jogadora já perdida que escolhe o mate mais rápido para a adversária soma blunder sem ter mudado nada. O pior momento de Kosteniuk em profundidade 16, acima de 98 mil centipeões, é exatamente isso: um final de torre que ela já estava perdendo. A perda média por lance limita cada avaliação a mil centipeões e não sofre do mesmo problema.
| Seção | Atleta | Abertura | Meio-jogo | Final |
|---|---|---|---|---|
| Absoluto (Armênia) | GM Haik M. Martirosyan | 5 (102) | 14 (258) | 6 (140) |
| Absoluto (Armênia) | GM Robert Hovhannisyan | 5 (103) | 17 (240) | 12 (191) |
| Absoluto (Armênia) | GM Shant Sargsyan | 6 (101) | 11 (335) | 6 (153) |
| Absoluto (Armênia) | GM Gabriel Sargissian | 5 (103) | 19 (267) | 17 (248) |
| Absoluto (Armênia) | GM Manuel Petrosyan | 6 (103) | 15 (307) | 11 (145) |
| Feminino (Suíça) | GM Alexandra Kosteniuk | 6 (101) | 24 (285) | 27 (210) |
| Feminino (Suíça) | WIM Mariia Manko | 6 (103) | 32 (278) | 31 (243) |
| Feminino (Suíça) | WIM Sofiia Hryzlova | 5 (102) | 29 (357) | 37 (138) |
| Feminino (Suíça) | WGM Ghazal Hakimifard | 7 (103) | 35 (308) | 23 (116) |
| Feminino (Suíça) | WIM Camille de Seroux | 7 (103) | 36 (272) | 18 (164) |
O que as contas online mostram, e o que elas não mostram
O repertório de blitz e rápidas dos adversários dos EUA diz a mesma coisa?
Os dez adversários têm conta do Chess.com comprovada, e seis têm partidas nos últimos 90 dias: Shant Sargsyan (141), Haik Martirosyan (122), Robert Hovhannisyan (81), Alexandra Kosteniuk (39), Sofiia Hryzlova (20) e Camille de Seroux (1). Online, Sargsyan troca o 1...e5 pela Defesa Moderna, a abertura de pretas mais frequente dele, e Martirosyan faz 27,3% em 11 partidas contra o Trompowsky, 1.d4 Cf6 2.Bg5.
Esta seção responde a outra pergunta que a anterior, e por isso fica separada. O repertório de blitz e rápidas costuma ser mais largo do que o clássico, e o que uma pessoa joga com três minutos não é o que ela prepara para uma partida de cinco horas. Serve para saber o que ela conhece e onde se sente desconfortável, não o que ela vai jogar na quarta-feira.
O caso mais revelador é o de Shant Sargsyan. Na conta sargsyan_shant, com título GM verificado pela plataforma, ele jogou 141 partidas em 90 dias e fez 73,9% de brancas e 59,0% de pretas. A abertura de pretas mais frequente dele online é a Defesa Moderna, em 20 partidas — bem longe do 1...e5 com que empatou as dez partidas clássicas da amostra. Sargsyan conhece outra maneira de enfrentar 1.e4 e prefere não usá-la quando a partida vale. Há uma segunda conta com o mesmo nome, shant_sargsyan, parada desde abril de 2020; só a ativa foi usada.
Haik Martirosyan, na conta micki-taryan, faz 64,1% de brancas e 73,3% de pretas em 122 partidas. De brancas, depois de 1.d4 Cf6 2.Bg5 d5, fez 27,3% em 11 partidas, o que o dossiê marca como confiança média — a única linha online do elenco armênio com mais de dez partidas. Robert Hovhannisyan, na robert_chessmood, faz 58,5% de brancas em 41 partidas e 47,5% de pretas em 40, e abre 1.e4 nas 41 partidas online de brancas.
Alexandra Kosteniuk tem 39 partidas na conta chessqueen, com 64,3% de brancas e 44,4% de pretas. A conta não declara país, só a bandeira internacional; entrou porque a página de jogador do Chess.com, que liga a atleta à conta, aponta para ela. Sofiia Hryzlova tem 20 partidas, com 25,0% de brancas e 40,0% de pretas, e Camille de Seroux, uma. Vinte partidas são amostra pequena, e uma partida não é amostra.
Quatro adversários têm conta comprovada e nenhuma partida nos últimos 90 dias: Gabriel Sargissian, Manuel Petrosyan, Mariia Manko e Ghazal Hakimifard. A conta existe e está parada, o que é diferente de a conta não existir.
O que observar na rodada 7
O que o dossiê sugere para os EUA na rodada 7?
No absoluto, 1.e4 convida a resposta de empate dos armênios, 1...e5, em que fizeram 49,0% em 96 partidas, e a Espanhola é onde Hovhannisyan e Martirosyan pontuam menos. No feminino, os alvos mais concretos são o Catalão de Mariia Manko com as brancas, 42,1% em 19 partidas, e o 1.c4 e5 de Sofiia Hryzlova com as pretas.
A pergunta do absoluto não é onde a Armênia é fraca; o dossiê encontra poucos buracos em cinco grandes mestres que perdem entre 6 e 17 centipeões por lance no final. É onde ela é menos ambiciosa. Contra 1.e4, quatro deles devem responder 1...e5, e o histórico diz que essa partida termina empatada sete vezes em dez. A alternativa é fugir dela com 1.d4 ou 1.c4 e enfrentar a preparação de Sargissian e de Sargsyan, onde o dossiê tem bem menos a oferecer. Contra Petrosyan, a tabela exagera o perigo; contra Sargsyan, não.
No feminino, o dossiê oferece dois pontos com amostra de verdade por trás. O Catalão de Manko, com 42,1% em 19 partidas e marca de confiança alta, é a linha fraca mais bem sustentada dos dois confrontos, e a Rossolimo dela de pretas, 31,2% em 8, acrescenta uma segunda. O 1.c4 e5 de Hryzlova, 10,0% em 5, é indício e não plano. Kosteniuk é a interrogação: empatou hoje uma posição de +7,12, mas o perfil dela oferece pouco mais para explorar, e as partidas dela duram mais que as de todo mundo.
Quando a rodada começar e o PGN oficial trouxer a escalação, o arquivo de dossiê desta matéria passa a mostrar os quatro tabuleiros e a partida de cada mesa, sem que o texto precise mudar. Até lá, o que está aqui é o elenco inteiro. Dois times invictos, um ponto de match à frente: os EUA são favoritos no papel, e o dossiê explica por que o papel não bastou até aqui.
Perguntas frequentes
De onde vêm os dados do dossiê dos adversários dos EUA?
Das partidas clássicas presenciais transmitidas pelo Lichess nos últimos três anos, ligadas a cada atleta pelo FIDE ID — 944 partidas nos dois elencos, 574 armênias e 370 suíças. Sobre elas rodam o repertório por cor, as linhas em que o adversário pontua abaixo da própria média e, nas 12 partidas mais recentes, o perfil de erros medido com Stockfish 19 em profundidade 16, com cada lance citado remedido em profundidade 24. O repertório de blitz e rápidas vem de contas do Chess.com comprovadas e fica numa seção separada.
Os percentuais do dossiê são dos EUA ou do adversário?
Do adversário, sempre. Quando o texto diz que Mariia Manko faz 42,1% em 19 partidas no Catalão, o número é o aproveitamento dela naquela linha: quanto menor, melhor para quem a enfrenta. O mesmo vale para as colunas de brancas e pretas da tabela de elencos.
Por que as partidas de desempate da Copa do Mundo saíram da amostra?
Porque a transmissão da Copa do Mundo de 2025 no Lichess marca todas as partidas com o ritmo clássico, inclusive os desempates rápidos, blitz e de morte súbita disputados no mesmo evento. O único sinal confiável é o nome da rodada no endereço da transmissão — 'Tiebreak 1 Rapid 1', 'Sudden Death'. Contar essas partidas como clássicas teria posto 18 partidas rápidas em quatro dossiês armênios, e por isso elas ficaram de fora.
Por que a matéria não diz quem joga em cada tabuleiro?
Porque a escalação de cada equipe só é publicada no PGN oficial na hora em que a rodada começa. O emparceiramento entre as equipes sai antes, no chess-results, e é o que permite escrever o dossiê na véspera. Como quase sempre entram quatro dos cinco inscritos, cobrir o elenco inteiro resolve: quando a escalação sair, o arquivo de dossiê ligado a esta matéria passa a mostrar os quatro tabuleiros e a partida da rodada.
Histórico de atualizações
- 2026-09-21 — Publicação inicial, com o emparceiramento da rodada 7 conferido no chess-results e a rodada ainda por jogar: repertório das 944 partidas clássicas transmitidas pelo Lichess, perfil de erros com Stockfish 19 em profundidade 16 e repertório de blitz e rápidas das contas comprovadas. Os dossiês saem sobre o elenco inteiro dos dois adversários; quando a escalação sair, o mesmo arquivo passa a mostrar os quatro tabuleiros e a partida da rodada.
- 2026-09-29 — A Olimpíada terminou em 27 de setembro: o Uzbequistão ganhou o aberto e a China o feminino. Esta cobertura deixou de ser atualizada; o resultado final está na notícia de classificação.
Fontes
- 46th Chess Olympiad Samarkand 2026, Open — emparceiramento da rodada 7 — Chess-Results
- 46th Chess Olympiad Samarkand 2026, Women — emparceiramento da rodada 7 — Chess-Results
- Alexandra Kosteniuk x Marina Brunello, rodada 6 — partida transmitida — Lichess
- Shant Sargsyan (sargsyan_shant) — perfil titulado que comprova a conta usada no repertório online — Chess.com
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